Filho pede respeito pelo pai que morreu de febre amarela em Maricá


Guilherme Silva, filho de José Pereira, de 61 anos, fez um desabafo em seu facebook pessoal no início da noite desta quinta-feira, 20. Ele pediu respeito ao pai que faleceu em razão da Febre Amarela.

A secretaria estadual de Saúde confirmou na tarde desta quinta-feira o primeiro caso de febre amarela na Região Metropolitana do Rio. Trata-se de José Pereira, que morreu na madrugada da quarta-feira no Hospital Evandro Chagas (Fiocruz). Esse é o 11º caso da doença confirmado no Estado do Rio, e a terceira morte. Zezinho, que completou 61 anos no mês passado, era morador do bairro Bananal, em Ponta Negra, e primeiramente foi atendido na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Inoã, mas havia sido transferido para o Hospital Evandro Chagas (Fiocruz), no Rio, na tarde da terça-feira.

O sepultamento de Zezinho aconteceu pela manhã desta quinta-feira no Cemitério de Maricá. O filho desabafou no facebook e pediu respeito pela morte do pai.

” – Venho por meio deste desabafo vir comunicar minha tristeza imensa a morte do meu pai Sr. José mais conhecido como Zezinho. Esses últimos dias eu estava em seu lado e vi todo andar antes de sua ida para Jesus o nosso Deus. Ele se foi por FEBRE AMARELA e ninguém queria confirmar minha certeza, porque você perder um PAI sem saber a causa da morte é muito indignante pelo menos pra mim e que é pior. Tantos boatos falsos que são ridículos, então acabei de acordar com a notícia que foi confirmada a causa da morte de meu pai: FEBRE AMARELA. Quem está inventando coisas ridículas sobre minha família que pare com isso, pois estamos muito fragilizados com a perda desse homem incrível que é pra mim e sempre será. Pessoal tomem a vacina pelo amor de Deus. Grita aqui um filho que amou e sempre vai amar este homem que me ensinou a ser homem. Que Deus estará com meu pai e com todos nós”, disse Guilherme.

Zezinho, como era chamado, trabalhou por mais de 20 anos no Departamento de Recursos Humanos (RH) do Colégio Estadual Elisiário Matta, no Centro de Maricá. Nos últimos meses, ele estava de licença-prêmio para tentar sua aposentadoria. Muito querido entre professores e alunos, a instituição não funcionou na quarta-feira em luto ao ex-funcionário. O enterro foi nesta quinta-feira, no Cemitério Municipal da cidade. Durante o sepultamento, as atividades na escola também foram interrompidas:

– Era uma pessoa maravilhosa, sempre pronta a servir. Além de resolver os problemas dentro da sua área de profissão, também ajudava dando conselhos. Toda a escola sentiu a morte dele. O velório estava lotado. — declarou uma professora do colégio e amiga de longa data de Zezinho.

Segundo ela, o ex-funcionário era uma pessoa caseira, gostava de ficar em casa cuidando da horta. Ele deixa a mulher, dois filhos e um neto.

error: Conteúdo protegido!