Em Maricá, Projeto leva música para pacientes do Hospital Conde Modesto Leal

As secretarias municipais de Saúde e Cultura uniram forças no projeto Humaniza Arte, que visa amenizar os desconfortos de uma internação e levar alegria e lucidez para os pacientes através da promoção de atividades culturais nas enfermarias do Hospital Municipal Conde Modesto Leal (Centro).

A atividade, que teve início na tarde desta segunda-feira (15/05), conta com o apoio dos músicos Dalva Alves e Ronaldo Valentim (violão e voz); e do Palhaço Totó (Marcos Camelo). “Vamos fazer estas apresentações toda segunda-feira, de 15h30 às 16h30, e toda quarta-feira, das 14h às 15h. Também já estamos planejando contação de histórias e leitura dinâmica para o futuro”, contou a coordenadora de Projetos e Programas da Secretaria de Saúde, Fernanda Spitz. A iniciativa do projeto é da primeira-dama, Rosana Horta.

Segundo o coordenador de Humanização, Jessé Paz, a ideia é fazer com que homens e mulheres encontrem no hospital um ambiente acolhedor e familiar. “As pessoas que ficam internadas precisam de motivação e estímulo diário para vencer a doença e o tratamento, que muitas vezes é doloroso”, avaliou. “Trazer a arte como matéria prima da humanização é uma estratégia para melhorar um pouco o ambiente em que estas pessoas permanecem, fazendo com que aqui se pareça um pouco com a casa delas”, explicou Jessé.

Internada há quase um mês, Maria das Graças de Figueiredo, de 67 anos, ressaltou a mudança na rotina. “Achei ótimo, todo mundo ficou quieto prestando atenção. Foi muito diferente do que costuma ser o nosso dia a dia”, disse Maria das Graças. Sua neta e acompanhante, Jéssica Figueiredo, de 24 anos, também aprovou a ideia. “É bom que distrai a mente. Os pacientes ficam presos aqui 24h por dia, sem ter nada para fazer, então distrai um pouco”, comentou Jéssica.

Para Sérgio Oliveira Francisco, que tem 52 anos e está internado há oito dias, este é um gesto muito importante. “É uma atitude muito bonita destes profissionais. Eles estão utilizando uma parcela importante do tempo deles para tocar e cantar para nós, e isso muda o dia. Quebra um pouco o clima de desespero, porque a gente esquece a vontade de ir embora”, finalizou Sérgio.

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