Governo do Estado confirma morte por febre amarela em Maricá


A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do RJ confirmou nesta quinta-feira (20) que a morte de um morador de Maricá é a 3ª causada pela febre amarela no estado, que agora soma 11 casos de contágio.

O maricaense José Pereira, mais conhecido como ‘Zezinho’, morreu na madrugada desta quarta-feira, 19, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, em Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Zezinho’, morador do bairro Bananal, em Ponta Negra, estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã e foi transferido na tarde da terça-feira, 18, para o Instituto. Ele morreu às 4h45 da madrugada. Foram feitos exame de sangue que foram enviados para a Fiocruz (que testa os casos de febre amarela) e ao Lacen (laboratório estadual) para análises que comprovaram a morte por febre amarela.

Com esse caso, o município passa a ser tratado pelas autoridades estaduais – responsáveis pela distribuição das vacinas – como prioritário, o que significa o envio das doses necessárias para a imunização da população. A Secretaria Municipal de Saúde já planeja a ampliação da vacinação para toda a cidade, o que deverá ser feito progressivamente em função da cobertura na área de bloqueio e do próprio recebimento de novos lotes.

Desde a quarta-feira (19/04) cerca de 5 mil pessoas receberam a imunização dentro da ação de bloqueio estabelecida pela Prefeitura nos bairros rurais do Espraiado, Bananal, Manoel Ribeiro, Marinelândia e Guaratiba. Nesta sexta-feira (21/04) e sábado (22/04), sete equipes volantes da Secretaria de Saúde de Maricá com enfermeiros, técnicos de enfermagem, guardas ambientais e pessoas que conhecem a região estarão percorrendo as áreas previstas no bloqueio para a chamada busca ativa. Ou seja, irão de casa em casa, sobretudo nos locais de difícil acesso, para vacinar todos os moradores.

Os postos de vacinação dos bairros não estarão abertos, devendo a imunização ser retomada normalmente na próxima segunda-feira (24/04). É importante ressaltar que a febre amarela silvestre é transmitida por um tipo de mosquito que vive em região de mata e que desde 1942 não se tem registro de qualquer caso da doença em área urbana. Paralelamente à ação dentro da cidade, o estado fará um reforço de imunização em áreas limítrofes a Maricá, seguindo o mesmo protocolo adotado nas outras regiões onde foram registrados casos confirmados.

Confira abaixo a reportagem exibida pelo RJ Tv 2ª Edição

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