Após fila quilométrica nesta segunda, Maricá suspende segunda dose da Coronavac por falta de insumo


LSM – A Prefeitura de Maricá, através da Secretaria de Saúde, suspendeu a aplicação das vacinas de segunda dose da Coronavac por falta de imunizante nesta segunda-feira, 10.

As 2.070 doses da vacina recebidas do Ministério da Saúde no último sábado, 8, foram insuficientes para atender a aproximadamente 5 mil pessoas que precisam receber a segunda dose do imunizante contra a Covid-19. Por este motivo, a Prefeitura de Maricá suspendeu a aplicação feita com as doses do laboratório chinês, em parceria com o Instituto Butantan.

Uma fila quilométrica para receber a vacina se formou nas ruas de Maricá nesta segunda-feira. Segundo relatos, a fila de carros foi do Aeroporto, localizado em Araçatiba, até o bairro da Mumbuca.

Diversos moradores se mostraram indignados após enfrentar horas na fila não receber a segunda dose. As 2 mil doses recebidas acabaram por volta de 13h da tarde. “Fiquei 3 horas na fila e não consegui tomar a vacina. Agora tem que esperar pra ver quando o Ministério Público vai mandar novas vacinas e não sabemos quando isso vai acontecer”, lamentou uma moradora de Itapeba.

Apesar da falta do imunizante da Coronavac, a Secretaria de Saúde segue seu planejamento até sexta-feira, 14, aplicando as doses da Astrazeneca.

De acordo com a subsecretária de Saúde, Solange Oliveira, a vacinação segue acontecendo para os idosos acamados e os que estão nas Instituições de Longa Permanência (ILPI), que foram as primeiras prioridades do Plano Nacional de Imunização (PNI).

“Temos outras pessoas, outros idosos um pouco mais jovens, entre outros grupos como os da segurança que foram atribuídos a vacinação e foi adiantado o calendário. Infelizmente todas as pessoas vão ter que esperar até que o Ministério da Saúde nos forneça o restante das doses que precisamos para finalizarmos a imunização das pessoas que receberam a Coronavac”, afirmou.

Para atingir a meta de vacinação dos que ainda faltam receber a segunda dose do imunizante chinês, a Secretaria de Saúde precisaria receber mais 2.200 doses, contando com a margem de perda, que é de 10%.

Segundo Solange Oliveira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não tem um estudo científico apontando sobre o que acontece quando ultrapassa o prazo máximo de 28 dias entre uma aplicação e outra da vacina Coronavac.

“Sabemos que a primeira dose confere algum grau de proteção, mas que há a necessidade de fazermos a segunda para ter uma proteção maior e alcançar os níveis de eficácia que são em torno 60%. O que acontece é que a Anvisa não se manifesta sobre isso. Só podemos afirmar com base em algum estudo científico dos órgãos reguladores e Anvisa está omissa sobre isso”, comentou.

O prefeito Fabiano Horta se pronunciou em suas redes sociais: “Recebemos doses insuficientes para a demanda de 2º doses que precisamos aplicar, por isso, mais uma vez, a vacinação com a CoronaVac será suspensa. Infelizmente esse é um problema que assola inúmeros municípios brasileiros neste momento e, esperamos que o Governo Federal possa resolver o quanto antes para que possamos cumprir calendário vacinal e ter a população vacinada o quanto antes”, disse.

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