Audiência pública vai apurar concessão dos novos radares de velocidades nas RJs 104 e 106


A instalação de radares fixos e móveis nas rodovias RJ-104 e RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto), que dão acesso à Região dos Lagos e em outros pontos do estado, será tema de uma audiência pública que acontecerá na tarde desta quarta-feira, 8, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

A audiência está marcada para ter início às 12h30, no Palácio Tiradentes. Presidida pelos deputados Dionísio Lins (PP) e Welberth Resende (PPS), as comissões de Transporte e de Turismo irão apurar a autorização que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) concedeu a uma empresa terceirizada para a instalação de 99 radares nas estradas que ligam Niterói a Macaé, incluindo as rodovias da Região dos Lagos. Na maioria dos casos, a velocidade máxima das vias também foi reduzida de 60 para 50 quilômetros por hora.

De acordo com o Deputado Dionísio Lins, presidente da Comissão de Transportes, antes de instalar os radares pelas cidades deveriam primeiro serem feitos estudos sobre as área consideradas de risco, onde o número de roubos e furtos de automóveis é elevado. Pois nessas regiões, muitos motoristas acabam tendo que escolher entre ser roubado ou avançar o pardal e ser multado para garantir a segurança de sua família.

Outro que se mostrou insatisfeito com o excesso no número de radares instalados foi o deputado Filippe Poubel (PSL). De acordo com Poubel, os radares obrigam os motoristas a reduzirem a velocidade e com isso facilita a criminalidade. Para o deputado deveriam se preocupar com a manutenção e conservação da Rodovia, que encontra-se em condições precárias, provocando ainda mais acidentes.

“A RJ-106, essa que corta os municípios de Niterói, São Gonçalo, passando por Maricá e Região dos Lagos. Uma RJ sem sinalização, sem acostamento, totalmente acabada, sem conservação nenhuma” disse Poubel. “A velocidade que o radar determina está ocasionado roubos na rodovia, nós tivemos arrastão 5 horas da tarde, na altura do Calaboca, em Maricá. Como que nós vamos trafegar numa autopista a 50, 60 km/h?” complementou o deputado, que é morador de Maricá.

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