Coronavírus: Bolsonaro pede pelo fim do confinamento em rede nacional


LSM – O presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento exibido em rede nacional, na noite desta terça-feira, 24, pediu pela reabertura dos comércios, das escolas e pelo fim do “confinamento em massa”.

As medidas são, em sua maioria, ações tomadas por governadores e prefeitos, com o objetivo de prevenir o contágio em massa. Até o momento, o coronavírus já deixou 46 mortos no país.

“Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, questionou o presidente.

O presidente afirmou que o coronavírus “brevemente passará” e afirmou que a vida “tem que continuar”:

— O vírus chegou. Está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade.

De acordo com Bolsonaro, são “raros” os casos de vítimas fatais entre pessoas com menos de 40 anos “sãs”:

— Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade. Noventa por cento de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nossos queridos pais e avós.

Bolsonaro elogiou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, dizendo que ele está fazendo um “excelente trabalho de esclarecimento e preparação do SUS”. De acordo com o presidente, desde que brasileiros foram resgatados da China, no início de fevereiro, surgiu um “sinal amarelo”, mas o governo se preparou desde então, com uma estratégia “para salvar vidas e evitar o desemprego em massa”.

De acordo com o Ministério da Saúde, já existe a transmissão comunitária da Covid-19 em todo o país. Assim, a medida de prevenção é uma estratégia para que todo o Brasil se una contra o vírus.

Em termos práticos, a declaração é um comando do Ministério da Saúde para que todos os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações, conhecidas como medidas não farmacológicas, ou seja, que não envolvem o uso de medicamentos ou vacinas.

Fonte: Ministério da Saúde; O Globo

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