Família diz que preso acusado de série de assaltos em Itaipuaçu é inocente



Na foto, Armando Luiz Bonafé Marchetti é que está com o óculos na cabeça. (Foto :: Arquivo LSM)

A família de Armando Luiz Bonafé Marchetti preso no dia 12 de março acusado de praticar uma série de assaltos no bairro de Itaipuaçu (Mais um preso acusado de série de assaltos em Itaipuaçu) diz que o homem é inocente.

Armando estava no carro onde quatro homens foram capturados pela Polícia Militar na tarde do dia 12 de março (Acusado de praticar série de assaltos em Itaipuaçu é preso após perseguição na RJ-106; Vídeo). No primeiro momento, Jhonatan Santos Rodrigues de Souza, de 26 anos, confessou para a Polícia Civil que fez uma série de assaltos em Itaipuaçu na última semana utilizando o veículo Ford Fiesta, de cor branca. Como Jhonatan já havia confessado, os outros três homens iriam ser liberados por não terem envolvimento com os crimes.

Ainda na Delegacia, um dos homens que estava no carro, Armando – que segundo a família está sendo acusado injustamente – foi reconhecido por uma das vítimas e acabou sendo preso. Na Unidade Policial, Armando foi reconhecido por vítimas que alegam terem sido assaltadas por ele. “- Dos quatro capturados, somente dois tiveram a prisão decretada, devido ao reconhecimento feito pelas vítimas”, disse a Delegada Titular da 82ª DP, Drª Carla Tavares, no dia da prisão.

Uma investigação da Polícia Civil apontou ainda que o comparsa de Jhonatan nos assaltos ocorridos em Itaipuaçu é Vitor Conceição da Silva. Ele já teve a prisão decretada e segue sendo procurado pela Polícia.

Jhonatan e Armando foram transferidos para o sistema penitenciário, onde seguem presos à disposição da justiça.

FAMÍLIA DIZ QUE HOMEM É INOCENTE
Armando Luiz Bonafé Marchetti é auxiliar de produção na empresa Bbraum e morador de São Gonçalo. Segundo a família no dia de sua folga, no dia 12 de março, como de seu costume, ele reuniu os amigos para ir a praia e aproveitar seu dia.

“- Seu amigo pessoal Carlos Olimpio, que também estava de folga o convidou para decidiu se ia a praia na companhia de Jhonatam, a quem nunca tinha visto. Armando convidou ainda para curtirem a folga juntos, seu amigo Franklin. Dessa forma saíram os quatro a caminho de Itacoatiara. Destaca- se novamente que Apenas Carlos Olimpio conhecia o Jhonatan. Armando e Franklin o conheceram naquele dia. Tudo transcorreu de forma normal durante o dia, sem que ninguém pudesse suspeitar de qualquer atitude suspeita de Jhonatan”, diz a família.

A família fala do momento da abordagem do veículo no momento em que voltavam da praia.

“- Na volta, o carro foi parado pela PM na altura do bairro Rio do Ouro, e Carlos Olimpio, Armando e Franklin acreditaram se tratar de apenas uma blitz, comum em nossa cidade. No decorrer do procedimento entenderam que a PM já sabia o que procurava, pois além de reconhecerem o carro e seu dono, o Jhonatan, ainda encontraram no mesmo celulares fruto de assalto e uma réplica de arma. Todos foram encaminhado a DP de Maricá, pois tais assaltos, mais de 200, estavam ocorrendo há um mês naquela cidade. Armando, Franklin e Carlos Olimpio ficaram estarrecidos com a historia, mas ainda que em situação ruim, algemados e encarcerados naquele carro de policia, estavam tranquilos, certos de que seriam liberados”, falou.

Já na delegacia, a família contou os detalhes e falou sobre uma das vítimas ter reconhecido Armando Luiz.

“- Na delegacia as horas se passavam e não foram soltos. Não lhes foi permitido um telefone ao argumento de que não eram acusados de nada, apenas envolvidos, que assim que tudo fosse esclarecido seriam liberados. Jhonatam, o real assaltante, confessou seus crimes, entregou seu comparsa Victor e inocentou os demais presentes no momento da prisão. Ocorre que, algumas vitimas dos assaltos foram a delegacia naquela mesma data e reconheceram Armando como sendo o comparsa de Jhonatan. Mas não é ele. Houve um sério equívoco por parte das vítimas, uma vez que Armando era o único branco entre os quatro e suas demais características físicas fazem lembrar o Victor, o real comparsa. O próprio culpado disse isso, mas ainda assim numa atitude injusta e desumana, despida de qualquer cuidado e amparo legal, Armando foi preso e encontra se nessa situação até hoje.”, diz outro trecho a família.

A família destacou que Armando tem bons antecedentes, endereço fixo e emprego.

“- Família e amigos estão engajados na arrecadação de recursos para pagamento da defesa e demais ajuda que se faça necessária. Já fizemos camisas e faixas e vamos pra rua protestar contra essa INJUSTIÇA”, finalizou a família.


error: Conteúdo protegido!