Ilha Maricás: da Galheta ao farol, o paraíso em meio ao mar

Ilha Maricá: da Galheta ao farol, o paraíso em meio ao mar. (Foto :: Divulgação)
Ilha Maricá: da Galheta ao farol, o paraíso em meio ao mar. (Foto :: Divulgação)

Quem está acostumado a ir à Praia de Itaipuaçu já observou um belo arquipélago que fica a cerca de 5 quilômetros de distância do litoral. Ao todo, são cinco ilhas, contando com três ilhotas rochosas. A maior do conjunto leva o nome da cidade. Traz, também, um pouco do paraíso. A Ilha Maricás não tem estrutura urbana. Mas ao invés de água potável, luz elétrica ou banheiro, as praias, trilhas e o ar puro da natureza são garantidos.

Alguns pescadores fazem diariamente o trajeto até a ilha, buscando anchovas, olhos-de-cão e outros peixes que vivem em abundância nas proximidades do local. Da Praia de Itaipuaçu até lá, são cerca de 20 minutos de barco.

Apaixonado pela natureza, o jornalista Renaldo Souza pesquisou sobre as ilhas na Internet, decidiu se aventurar e saiu de lá encantado por elas.

“Estou sempre mapeando novos destinos. Assim que soube da Ilha Maricá, já reservei uma data para conhecê-la” – disse ele. “Fui até uma colônia de pescadores na Rua 70 e pedi para alguém me deixar lá. No entanto, o Manel, que me indicaram, disse que o mar tinha ficado bravo demais e não poderia me transportar. Só não me convenceu. Sentei ali e disse que iria esperar até que as condições melhorassem ou que outra pessoa pudesse me levar. Lembro dele dizendo: ‘só vou te levar porque você é maluco, e com maluco a gente não discute’. E lá fomos nós” – completou Renaldo.

O desembarque dos pescadores ocorre na Praia da Galheta, uma das duas do território. Normalmente, suas águas são calmas, mas, ao se banhar, é preciso atenção a onde se pisa, devido à grande quantidade de conchas e ouriços. A Galheta é, também, próxima ao ponto central da ilha, onde os pescadores montam seus acampamentos.

Seguindo para Leste, lado oposto ao continente, se chega a uma área rochosa onde as ondas batem forte. À esquerda, beirando as pedras, se chega à Praia da Fenda. À direita, se avista a belíssima Rota das Tartarugas, local de passeio dos répteis.

Em cima da Rota, há uma fenda estreita que quase separa a ilha em duas. Atravessando-a e caminhando pela direita, se chega a uma trilha bem tranquila e com um visual maravilhoso. São cerca de 15 minutos de caminhada leve com a Praia de Itaipuaçu ao fundo.

Próximo ao fim, a trilha se fecha. Mas com uma mínima noção de localização, passando em meio a umas cabras selvagens, se chega rapidamente ao histórico farol. O monumento fica escondido em meio à mata, mas tem uma “janela” para se observar bem o mar.

“A Ilha Maricás é selvagem. Não recomendo a visita para quem não tenha uma experiência razoável em acampamentos e em se virar um pouco na natureza. Mas o local é mágico, e os pescadores locais são muito bacanas. Só é preciso respeitar o meio ambiente. Guardar o próprio lixo é o mínimo que podemos fazer para preservar esse paraíso de Maricá” – disse Renaldo, que escreveu um relato sobre sua experiência na ilha para o blogbarcadaideia.com


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