“Lamento a morte, mas não acendo uma vela”, diz Quaquá, ex-prefeito de Maricá, sobre a morte de Ricardo Boechat


O jornalista Ricardo Boechat morreu na queda de um helicóptero no início da tarde desta segunda-feira, 11, na Rodovia Anhanguera, em São Paulo. O jornalista que era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, já mencionou diversas vezes a cidade de Maricá durante suas críticas. 

O ex-prefeito de Maricá e atual presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, que foi alvo de várias críticas do jornalista Ricardo Boechat, durante programas na rádio Bandnews Fluminense FM disse no facebook que não lamenta a morte.

“A morte dos outros ele achava normal. Lamento a morte mas não acendo uma vela. Não sou demagogo”, disse Quaquá.

Em 2015, Boechat criticou os vereadores de Maricá após a aprovação do aumento das vagas do número de parlamentares na Câmara Municipal de Maricá. Na época, o então Prefeito Washington Quaquá (PT) sancionou a ementa que subia o número de vagas de 11 para 17 parlamentares.

Em 2016, Ricardo Boechat atacou a Prefeitura de Maricá, criticando diretamente o então prefeito Washington Quaquá. Quaquá estava na França, quando recebeu as acusações e retribuiu dizendo que o jornalista falava mentiras e calúnias como se fosse uma moça prendada.

Já em 2017, o jornalista voltou a fazer críticas após a nomeação de Diego Zeidan – filho do ex-prefeito Washington Quaquá – como secretário de Economia Solidária de Maricá. Na época, Boechat debochou dizendo que os estudantes e desempregados deveriam procurar Quaquá para pedir empreso em Maricá, além acusar a atitude de nepotismo. Por sua vez, o ex-prefeito Quaquá não gostou das críticas e chamou o jornalista de frouxo por não deixar falar ao vivo em seu programa.

Após a declaração de Quaquá um internauta ponderou as falas do ex-prefeito dizendo: “Comentário completamente desnecessário no momento de dor de uma família, comentário cheio de ódio e rancor. Mais humanidade e menos rancor. Não adianta criticarmos os discursos de ódios da direita e fazer o mesmo quando o outro sofre com uma perda. Desnecessário” disse.

Quaquá respondeu o internauta dizendo: “- Quantas vezes ele me caluniou! Quantas vezes não deixou minha mãe de 70 anos chorando?
Pelas calúnias absurdas que falava! Xingamentos! Sem me dar direito de defesa e contraditório. Então não me venha de pieguice!”, falou Quaquá.

O ACIDENTE

O acidente aconteceu por volta de 12h15. De acordo com informações, o helicóptero que estava o jornalista caiu em Rodovia e ainda foi atingido violentamente por um caminhão que não conseguiu desviar da aeronave. Com o impacto da batida, o helicóptero pegou fogo e os dois ocupantes – o jornalista Ricardo Boechat e o piloto, Ronaldo Quattrucci – morreram na hora. O motorista sofreu apenas ferimentos leves.

O JORNALISTA

Ricardo Boechat tinha 66 anos e era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista “IstoÉ”. Ele trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo, na década de 1990. Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.

Filho de diplomata, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.

Boechat era recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

LUTO
“- Toda a equipe LSM está de luto em razão da morte do Jornalista Ricardo Boechat na queda de um helicóptero em São Paulo. Uma grande perda para o jornalismo brasileiro. 2019 já pode acabar. Só tragédia”, disse o jornalista Romário Barros, responsável pelo LSM.

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