Morre aos 92 anos, o ex-senador Paulo Duque, defensor de Maricá


Foto: Agência Brasil

Morreu, na tarde desta quarta-feira, 26, no Rio de Janeiro, o ex-senador Paulo Duque (MDB). O político, de 92 anos, era um apaixonado declarado por Maricá.

Em uma reunião em Brasília, em meados de 2009, Duque disse à mídia: “Eu e minha família amamos Maricá e estou trabalhando e empenhado em auxiliar o prefeito a colocar Maricá no patamar que seu povo merece”.

Carioca nascido em 1927, formou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) aos 27 anos e se candidatou a vereador no mesmo ano em que conquistou o primeiro diploma — naquela época, a capital fluminense ainda era considerada Distrito Federal. A primeira tentativa frustrada de entrar para a política não foi determinante para as quase seis décadas de vida pública: Duque concorreu ainda à Assembleia Constituinte de 1962 (e obteve segunda suplência); chegou a ser deputado estadual da Guanabara e do Rio por oito mandatos — seis deles consecutivos — e, em 2007, assumiu a vaga deixada por Sérgio Cabral e o secretário Régis Fichtner no Senado.

Duque filiou-se inicialmente ao Partido Republicano (PR), do qual sua mãe foi uma das fundadoras no Rio. Depois, teve passagem pela Aliança Renovadora Nacional (Arena) e acabou integrando, por fim, os quadros do MDB. Foi pelo partido que se candidatou com sucesso a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em 1970, obtendo uma suplência, e depois em 1974, estreando como titular de seu próprio mandato. Duque só deixaria o Legislativo estadual 36 anos depois.

Paulo Duque casou-se com Consuelo Tarquínio Duque e teve dois filhos. Sua esposa foi vereadora de Maricá (RJ) entre 1997 e 2000.

Convidado por Cabral nas eleições de 2002, ocupou a vaga de segundo suplente que o levou à titularidade no Senado. Não só o governador eleito deixou a chapa, como também o primeiro suplente, Regis Fichtner, nomeado para a Casa Civil da administração estadual. Ficou no cargo até 2010 e, durante sua atuação, acabou nomeado presidente do Conselho de Ética da Casa.

Parte das memórias de Duque estão reunidas em um livro lançado com o nome dele pela coleção “Conversando sobre política”, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O funeral do ex-senador será nesta quinta-feira, às 14h, no Cemitério São João Batista em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Paulo Duque deixa a esposa, e dois filhos.

Fonte: O Globo/ Pesquisa de Sabrina Guerghe/ Site Roselly Pellegrino

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