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20/04/2016 às 10h11min - Atualizada em 20/04/2016 às 10h11min

Ocupação causa divergências entre estudantes do Colégio Elisiário Matta

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Na noite desta terça-feira, dia 19, o Colégio Estadual Elisiário Matta foi ocupado por um grupo da União da Juventude Socialista (UJs), da União Maricaense dos Estudantes e por parte dos alunos da Unidade de Ensino. A ocupação não é unanime entre os alunos do Elisiário e não está sendo apoiada pelo Grêmio Estudantil. Uma publicação no facebook está convocando pais, alunos e funcionários para desocupar a escola. O resultado de uma assembleia de alunos feita pelo grêmio estudantil resultou em 101 alunos contra a ocupação, 26 a favor e 15 se abstiveram do voto "- E pela maioria dos alunos, não apoiarem a ocupação. O Grêmio Estudantil- Revolucionários não irá apoiar, assim sendo, acataremos a decisão da maioria", disse uma mensagem do Grêmio Estudantil. Em outra página do facebook, uma postagem rejeita e repudia a ocupação. "- Nossa Comunidade Rejeita e repudia qualquer ato de ocupação, principalmente por pessoas não participantes desta Unidade Escolar. A Escola é da Comunidade como um todo e estamos lutando para que nossas atividades continuem funcionando, mesmo que parcialmente, garantindo ao aluno o direito de assistir suas aulas e participar das atividades propostas. O mutirão de melhorias será organizado pelo Grêmio Estudantil, com data a ser marcada em breve", diz a mensagem no facebook da escola. História- A primeira ocupação aconteceu no dia 21 de março no Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador. Desde então, o movimento ganhou força em todo o estado. A Assembleia Nacional do Estudantes Livres disse que 68 escolas estão ocupadas em 23 cidades. Só as pessoas autorizadas pelos organizadores do movimento podem entrar nos colégios. Em uma escola na Zona Norte da capital, os alunos colaram cartazes no portão com as reivindicações. Eles pedem ar condicionado nas salas, reforma na área interditada e diminuição de alunos nas salas, que estão lotadas. Nas escolas ocupadas, a Secretaria Estadual de Educação antecipou para o dia 2 de maio, as férias previstas para agosto, desta maneira, os alunos irão estudar durante as olimpíadas. Os estudantes que ocupam as escolas apoiam a greve dos professores que começou há um mês e meio. Os professores pedem reajuste salarial, mudança no calendário de pagamento e melhores condições de trabalho. Em assembleia na tarde desta terça-feira, os professores decidiram manter a paralisação Os pais dos alunos temem que 2016 seja um ano perdido para os estudos. “A minha maior preocupação é com o aluno fora da escola: o estudo. Como é que fica isso? Quando que a gente vai ter aula? Quando que a gente vai ter uma resposta? Quando isso vai acabar?”, questionou. A Secretaria de Educação disse que atendeu a várias reivindicações dos alunos e que espera que as escolas sejam desocupadas. Foi finalizada a questão da meritocracia que eles reclamam do pagamento de bonos. As provas que são avaliativas, diagnósticas. Eram quatro, a secretaria mudou para dois. E a escolha do diretor de escola, que antes era um processo interno da secretaria por critério técnicos, será pelo voto dos alunos, pais e professores. As reivindicações pontuais a secretaria precisa que os alunos desocupem para fazer as intervenções na parte de infraestrutura", afirmou o chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Caio Castro Lima Lima disse ainda, ao defender a desocupação das escolas, que o momento pede respeito ao próximo. "Chegou um momento que as pessoas têm que começar a respeitar o próximo. Fizeram sua movimentação, foram ouvidos, a secretaria reconheceu suas falhas, pediu desculpas, mas é o seguinte, chegou ao limite, vamos ter aulas”, disse .
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