28/04/2016 às 17h46min - Atualizada em 28/04/2016 às 17h48min

IDB Brasil reafirma o compromisso com a comunidade de Zacarias e o Meio Ambiente

coloniazacarias

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A IDB Brasil, empresa responsável pelo projeto Fazenda São Bento da Lagoa, na restinga de Maricá, contesta acusações que recebeu a respeito da comunidade de Zacarias. Diferentemente do que foi divulgado pela comissão, a empresa não pratica qualquer tipo de violação de direitos humanos. A IDB Brasil reafirma seu compromisso com a comunidade e com o meio ambiente. A empresa reitera que o projeto respeita a comunidade local e a cultura de pesca artesanal. Prova disso, é a cessão definitiva da titularidade de terra dos moradores e a implantação de programas para divulgação, manutenção e preservação da cultura pesqueira da região. Zacarias também terá áreas de lazer e esportes próprias. Segundo David Galipienzo, diretor-executivo da empresa, todas essas informações estão documentadas no Relatório de Estudo de Impacto Ambiental EIA_RIMA. “A empresa mantém um constante diálogo com a comunidade pesqueira com o intuito de desenvolver um projeto participativo. Nós nos preocupamos em elaborar um plano de ações de apoio e sustentação para que as atividades pesqueiras permaneçam ativas e produtivas.” Sobre a presença de “dunas raras” no local, a IDB Brasil esclarece que não fará qualquer tipo de ocupação nessas áreas específicas. A empresa garante que só vai construir em local onde não há presença de dunas. Já sobre a presença de espécies endêmicas e aves migratórias no local, a empresa reitera que o projeto não coloca em risco qualquer espécie da flora ou da fauna. "Reconhecemos o grande valor ambiental da área. Por isso, criaremos a segunda maior Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN de restinga do estado e um centro de pesquisas focado em espécies de fauna e flora de Maricá. Atualmente a empresa conta com importantes parcerias com diferentes universidades cariocas e pesquisadores da APA para desenvolver e impulsionar estudos na RPPN” informou Galipienzo. A meta é preservar os ecossistemas da cidade e multiplicar os trabalhos acadêmicos sobre a região. O Centro funcionará como um concentrador de conhecimento sobre a área, e será aberto a instituições de pesquisa de todo o Brasil. A empresa destaca que os impactos sobre a fauna, flora e arqueologia foram identificados, avaliados e discutidos em longo e completo processo de Licenciamento Ambiental, que contou com participação pública e, ainda, com análise de equipe especializada do órgão ambiental competente. Segundo o completo EIA/RIMA realizado pelos melhores especialistas em flora e fauna, todos os impactos são compatíveis com a região. De acordo com a empresa, as espécies ameaçadas serão preservadas e beneficiadas com a criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, bem como a implantação do Centro de Pesquisa e o desenvolvimento dos Programas de Flora e Fauna obrigatórios pelo sistema de licenciamento. O relatório aponta ainda relatos sobre a presença de seguranças em um contêiner, controlando a entrada e saída da comunidade. A empresa, mais uma vez, repudia a informação. Segundo a IDB Brasil, desde 2008, com a mudança societária do grupo, não são mantidos seguranças na região. De acordo com a IDB, em cumprimento às obrigações como proprietário da área, existe no local uma equipe de monitores, que tem como função ajudar no monitoramento da área para minimizar alguns impactos ambientais usuais, como despejos de lixo, entulho e pneus, desova de carros e roubo de plantas e animais. A equipe trabalha, ainda, contribuindo com o poder público na notificação de invasões e incêndios. Em agosto de 2015, o Instituto Enfoque, que trabalha em consonância com o Código Internacional ICC/Esomar em Pesquisa de Mercado e Pesquisa Social, realizou, a pedido da empresa, uma pesquisa com 200 moradores e frequentadores de Zacarias. O levantamento mostrou que 71% dos moradores da região têm uma visão positiva sobre o projeto Fazenda São Bento da Lagoa. Ainda no que se refere à conservação ambiental de Maricá, a IDB Brasil reiterou que 81% da área será preservada e apenas 6,4% da área total do projeto, de 840 hectares, terá ocupação predial efetiva. Hoje, a área tem 23,6% de degradação. Com o intenso programa de reflorestamento previsto no projeto, a área do empreendimento ganhará, em relação ao que tem hoje, mais de 100 hectares da vegetação nativa - equivalente ao Parque do Flamengo, no Rio. É importante destacar que a IDB Brasil já está com o relatório apresentado e vai responder tecnicamente todos os pontos levantados no documento.
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