18/08/2016 às 15h18min - Atualizada em 18/08/2016 às 16h35min

Profissionais da UPA de Inoã recebem qualificação para notificação sobre suspeita de violência

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A Secretaria Municipal Adjunta de Saúde, através do Serviço de Educação Continuada, e em parceria com a Secretaria Adjunta de Assistência Social, realizou na manhã desta quinta-feira (18/08), a palestra ‘Notificação sobre Suspeita de Violência’. A ação foi dirigida a enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistentes sociais que trabalham na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã. Um dos objetivos do encontro foi o de permitir a detecção da violência doméstica, promover saúde e caracterizar as lesões de menor e maior gravidade. “Desejamos conhecer o perfil das vítimas e dos autores das agressões e dimensionar a demanda por atendimento de urgência”, afirmou a coordenadora da Educação Continuada da UPA, Andréa Figueiredo. Marta Maria Figueiredo dos Santos Souza é psicóloga, especialista em Violência Doméstica e foi a palestrante do encontro. Falou sobre a importância de sensibilizar os profissionais em relação ao preenchimento da Ficha de Notificação Compulsória, a fim de registrar a situação apresentada pelo paciente em relação às violências sofridas. “Isso será encaminhado ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. O preenchimento da Ficha de Notificação tem uma obrigação legal, baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na Lei 8069/1990; na Lei 10778/2003, que instituiu a notificação compulsória de violência contra a mulher; e na Lei 10741/2003, que instituiu o Estatuto do Idoso”. acrescentou. “Todo profissional de saúde pode fazer a notificação. Queremos ter qualidade e quantidade de notificações para que o Governo Federal elabore políticas públicas e reduza os danos causados por diversos tipos de violência, tais como a doméstica, a sexual e/ou outras”, disse a palestrante. Assistente social, Patricia Machado Souza da Silva explicou que o preenchimento é muito importante pois os usuários são orientados sobre direitos e serviços. “Todo profissional de saúde que tiver essa escuta sensibilizada pode fazer a notificação”, destacou Patricia. A enfermeira Ana de Moura destacou o fato de as vítimas sentirem vergonha de terem sofrido. “Na vivência aprendemos muita coisa. Com a palestra de hoje, foi possível pontuar informações que talvez passassem despercebidas”, complementou Ana. De acordo com a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), considera-se violência "como o uso intencional de força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade que resulte ou tenha possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação”. Por Amanda Neto
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