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25/08/2016 às 13h11min - Atualizada em 25/08/2016 às 13h17min

Índios do Mato Grosso chegam a Maricá para intercâmbio cultural

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Doze índios – sete homens e cinco mulheres – da etnia Bakairi (MT), foram os primeiros dos 50 indígenas que se apresentarão nesta quinta-feira em Maricá a chegar, na tarde desta quarta-feira (24/08) à aldeia guarani Hoovy Tekoa Ovy Porã (Mata Verde Bonita, em língua indígena). Os 38 restantes desembarcaram no Rio no fim do dia e são das etnias Pataxó (BA), Gavião (RO) e Pareci (MT). As delegações fazem parte de um intercâmbio cultural entre a Secretaria Nacional de Esportes, Cultura e Inclusão Social, do governo federal, e a Secretaria Municipal Adjunta de Cultura, Ciência e Tecnologia. Os índios ficarão hospedados na aldeia até sexta-feira (26/08). Nesta quinta-feira (25/08), às 20h, as etnias se apresentarão no Cinema Público Municipal, na Rua Fulvio Emílio Chebabi, Centro, com entrada franca. Pintados com tinturas à base de jenipapo e urucum, com desenhos que reproduzem sua mitologia e animais da floresta, os índios farão demonstrações de danças e cânticos, além da luta corporal Tadainpãdyly, um teste de força e resistência, a exemplo da luta Huka-Huka, dos Kuikuro e outros povos xinguanos. Os índios foram recebidos pelo cacique guarani Darcy Tupã, pela secretária municipal adjunta de Cultura, Claudia Schulz, e pela coordenadora de Cultura da secretaria, Rosely Pellegrino. Pintados e adornados com seus cocares, cintos e braceletes, todos foram devidamente apresentados. As cinco mulheres, lideradas por Maisa Bakairi, 52 anos, também ornamentaram-se também para o encontro. Na cultura Bakairi (tronco linguístico Karibe) os homens caçam, pescam e lutam, enquanto as mulheres plantam, criam animais, cozinham e fazem redes. O povo Bakairi, morador às margens do Rio Paranatinga (afluente do Rio Tapajós, MT), é campeão mundial do cabo-de-guerra. O título mundial foi conquistado aos Bororo nos últimos jogos internacionais indígenas, realizado em Palmas (TO), além de serem tetracampeões nacionais, os Bakairi são bicampeões regionais. “Treinamos o ano todo. Cada etnia, cada povo, tem uma habilidade que desenvolve mais e que se torna tradição daquele grupo e que é disputada nos jogos indígenas. A nossa é o cabo-de-guerra”, explica Bruno Bakairi, um dos guerreiros do grupo.
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