01/11/2016 às 06h28min - Atualizada em 01/11/2016 às 19h37min

Centenário evangélico com homenagens no Centro de Maricá

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Pastores, missionários, evangelistas, presbíteros, diáconos, membros de igrejas e suas famílias lotaram nesta segunda­feira (31\10) os 180 lugares do Cinema Público Municipal Henfil para celebrar o centenário evangélico em Maricá. A cerimônia, organizada pela Secretaria Municipal Adjunta de Assuntos Religiosos em parceria com lideranças evangélicas, contou com a oração inicial do pastor Gilson Andrade, da Igreja da Fé de Inoã. Em seguida, o historiador maricaense César Brum, descreveu a chegada dos primeiros missionários protestantes em Maricá, as primeiras famílias evangelizadas e os costumes de época. “A religião evangélica chegou em Maricá com os primeiros missionários por volta de 1880, 49 anos depois de aportar no Rio de Janeiro, mas só conseguiu avanços por volta de 1915\16, quando se constrói a primeira igreja no município e é realizado oficialmente o primeiro culto evangélico”, descreveu Brum. Inicialmente, foram convertidos pescadores e camponeses, depois a classe média aderiu, lentamente segundo o historiador. O Conselheiro Macedo Soares, que era juiz de direito, foi a favor da liberdade de culto e da abolição da escravatura. Por este motivo, ainda segundo Brum, foi transferido para uma província do Rio Grande do Sul. “Antes, os cristãos eram perseguidos pela polícia até com cachorros, como aconteceu no bairro do Caju. Hoje, há liberdade de culto, sendo de 30 a 32% a média de evangélicos em Maricá”, acrescentou. O pastor Marcelo Augusto, do Conselho Batista do Brasil, e titular da Igreja Batista de Belém, no bairro de Ramos (RJ), abordou o tema da noite: “500 anos de Reforma Protestante – o que mudou…”. A partir de uma passagem bíblica, Marcelo Augusto comentou que Martinho Lutero, um monge filho de camponeses, descobriu a chave do Evangelho e da salvação da alma humana: a fé. “Na essência, nada mudou. Sem fé, é impossível agradar a Deus. Pela fé, Lutero refutou o comércio de indulgências e rasgou a bula papal de sua excomunhão. A verdadeira cura e prosperidade está na Palavra de Deus, e só nela. A salvação é individual e o segredo é joelhos no chão e oração. Um coração contrito e humilde comove o Espírito de Deus”, completou. Dezenas de lideranças foram homenageadas por sua atuação à frente de suas igrejas em prol do Evangelho em Maricá. Os pastores já falecidos foram representados por familiares ou membros de suas congregações. O homenageado mais antigo em atividade foi o pastor José Pinto da Costa, 76 anos, da Igreja Batista do Calvário, no Flamengo. Ajudado por sua filha, a também pastora Rosália Costa, recebeu das mãos do secretário municipal adjunto de Assuntos Religiosos, pastor Arnoldo Diogo Junior, o diploma de participação nas obras evangélicas do Reino de Deus no município. A estudante de Arquitetura e Urbanismo, Débora Ribeiro Ramos, 22 anos, da Igreja da Fé, moradora do bairro da Amizade, e o colega de curso Juan Hermes, 22, morador do Caju, estavam felizes com o evento. “Acho que o Evangelho devia ser mais divulgado em Maricá, tanto pelos mais velhos quanto pelos mais novos”, disse Juan. “De qualquer maneira, o que estamos vendo hoje aqui é um reconhecimento ao trabalho pioneiro de pastores e missionários”, declarou Débora. O pastor Oliver Goiano, integrante do governo, anunciou o evento desta terça (01/11) com pastores e missionários estrangeiros, dentro do movimento chamado Nova Geração, que orienta e defende os perseguidos e refugiados, em especial jovens negros da periferia. “Este é o verdadeiro evangelho de Cristo, voltado principalmente para as comunidades pobres: será que o estamos praticando?”, perguntou. O pastor Diogo Junior deu a benção sacerdotal, finalizando a cerimônia da noite.

Foto - Clarildo Menezes


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