08/12/2016 às 13h52min - Atualizada em 08/12/2016 às 13h52min

Música e Flores em escola do Bairro da Amizade

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O projeto Música na Escola, da Secretaria Adjunta de Educação, realizou nesta quarta­-feira (07/12) uma apresentação que uniu música e artes plásticas na Escola Municipal Marcus Vinícius Caetano Santana, no Bairro da Amizade. Os músicos Ronaldo Valentim e Sérgio Aranda (coordenador de Musicalização da secretaria) se juntaram à professora Edna Carletti, que ensina a técnica de dobradura conhecida como iquebana, semelhante ao origami. Dez alunos do 6º ao 8º ano do ensino fundamental da unidade que integram o coral “Voz da Amizade”, formado na própria escola, fizeram uma apresentação onde cantaram a canção “Sementes do Amanhã”, composta por Gonzaguinha. Segundo Valentim, a ideia de unir as duas formas de arte é dar uma visão diferenciada do mundo aos meninos e meninas da escola. “Trabalhamos com o trinômio ‘a verdade, o bem e o belo’ e as flores trazem juntas beleza, sensibilidade e sentimento, coisas e valores que esses jovens precisam conhecer e não só o dia a dia bruto que conhecem”, disse ele, que reforça a ideia com outro exercício. “Todos devem chegar aqui trazendo ao menos um ‘obrigado’ todos os dias, através de uma gentileza ou um gesto de ajuda a outra pessoa. É algo que ajuda a desenvolver o altruísmo entre eles”, revelou Valentim. Para e professora Edna, o contato com as flores e o iquebana tem ainda mais um efeito. “A dobradura é algo que desenvolve a gratidão e a esperança e acrescentamos a flor para que ela entre no coração dessas crianças”, pontuou ela. Sérgio Aranda afirmou também que há talentos sendo descobertos no coral, que se tornou uma oportunidade para os alunos. “Essa é uma área muito carente de Maricá e todos se envolveram bastante com o nosso projeto. Há belas vozes se revelando nos ensaios semanais e nas apresentações”, contou o coordenador, antecipando que o grupo volta a se apresentar no próximo dia 16, em um evento na E.M. Brasilina Coutinho, no Silvado. Os integrantes do coral parecem ter a mesma sensação. “O sentimento ruim fica lá fora, aqui parece uma família quando a gente está junto cantando”, comparou Cassiane Menedy, de 16 anos, aluna do 8º ano, com a amiga Amanda Silva de Almeida, de 12, que estuda no 5º ano. “É só fechar os olhos e começar a cantar que já me sinto melhor”, conta ela. Apontada como uma das revelações do grupo, Cristiane de Morais Ferreira diz que a música a ajuda a superar a visível timidez. “Canto na igreja desde pequena e é algo que ajuda a me soltar mais”, garante a adolescente de 15 anos, aluna do 7º ano
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