31/01/2017 às 12h10min - Atualizada em 31/01/2017 às 12h10min

Criação de Reserva Particular do Patrimônio Natural irá garantir a preservação da restinga de Maricá

O modelo de gestão privada é aposta de especialista para conservação do ecossistema [gallery link="none" columns="1" size="full" ids="111240"]   O Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), celebrado hoje (31 de janeiro), tem o objetivo de divulgar a importância desse modelo de gestão para a preservação da natureza. Além de contribuírem de forma significativa para a ampliação das áreas de conservação, as RPPNs trazem diversas vantagens para o meio ambiente e a principal delas é a certeza de preservação perpétua. O ambientalista Sérgio Mattos, que é ativista da preservação das restingas, acredita que, além do trabalho de conscientização da população, o modelo de gestão de uma RPPN é o mais eficaz para manter a rica biodiversidade dessas áreas. “Estamos falando de um modelo de gestão privada que transfere ao proprietário do terreno o dever de gerir e manter a área, enquanto o poder público cumpre o papel de fiscalizar. Uma vez que a reserva é registrada não há mais qualquer possibilidade de reverter sua criação”, destaca Sérgio, que também é professor e diretor da Escola de Pesca da FAETEC. A maior RPPN de restinga do Estado do Rio de Janeiro fica em Barra de São João, localizada na Região dos Lagos. Sérgio apoia o projeto da Fazenda São Bento da Lagoa, da IDB Brasil, que pretende criar a segunda maior delas, no município de Maricá, com 450 hectares, e que será aberta para visitação do público. Por meio de uma petição on-line, mais de mil assinaturas já foram colhidas a favor dessa medida. https://secure.avaaz.org/po/petition/Ilmo_Sr_Dr_Marcus_de_Almeida_Lima_MD_Presidente_do_INEA_Preservacao_da_APA_da_restinga_de_Marica_RJ/?cmOfHjb “O desmatamento das regiões de restingas pode causar desequilíbrio ecológico. Trata-se de um ecossistema complexo e delicado, de difícil recuperação que, em alguns casos, chega a ser irreversível. A criação de uma reserva nessa região de Maricá se justifica para assegurar a conservação da biodiversidade, além de ampliar o potencial das pesquisas científicas e de atividade de educação ambiental e ecoturismo. Por isso, a criação dessa RPPN é acompanhada por um Centro de Pesquisas, em parceria com universidades e institutos do Estado do Rio, para estimular a ciência”, reforça Sérgio. Atualmente existem aproximadamente duas mil RPPNs no país. A maior RPPN do Brasil está localizada no Pantanal do Mato Grosso, com 80 mil hectares. A menor delas fica em Cubatão, no litoral sul de São Paulo,  com área menor que um campo de futebol (0,7 hectare).
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