06/06/2017 às 11h27min - Atualizada em 06/06/2017 às 11h36min

Vereador da oposição diz que 'Lava Jato' chegou em Maricá; Governistas negam e brincam

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Por Romário Barros- O polêmico vereador da oposição Filippe Poubel (DEM) subiu a tribuna da Sessão da Câmara desta segunda-feira, dia 05, e disse em alto e bom som a seguinte frase: "- A lava Jato chegou em Maricá". O Líder do Governo Fabrício Bittencourt (PTB) negou e o vereador Helter Ferreira (PT) disparou: "- Lava Jato em Maricá só conheço aonde eu lavo os meus carros". Na tribuna, Poubel pediu esclarecimentos à prefeitura sobre contratos da empresa Milano Distribuidora de Alimentos. Ele afirmou que o presidente da companhia, Marco Antônio de Luca, foi preso acusado de envolvimento com corrupção. “Essa empresa está desde 2009 fornecendo merenda para nosso município. O que soma hoje R$ 33 milhões em alimentos. Graças a Deus a investigação vai chegar aqui”, afirma Poubel dizendo ainda que solicitou informações a Prefeitura, Tribunal de Contas e a Polícia Federal sobre a empresa em Maricá. Rony Peterson (PR) pediu a palavra a Poubel e perguntou se havia alguma relação da prisão de Marco Antônio com a prefeitura de Maricá. Em seguida, Ricardinho Netuno (PEN), partiu entrou no bate bocal afirmando veementemente que o papel do vereador é cobrar e fiscalizar as ações do Executivo. Em seguida  o líder do governo Fabrício Bittencourt, garantiu que a Lava Jato não chegou a Maricá, que o preso não integra a empresa fornecedora de merenda escolar desde 2015, que todos os contratos são legais e aprovados pelo TCE-RJ e que as informações  de Poubel são deturpadas. Para finalizar o assunto, o sempre bem humorado Vereador Helter Ferreira (PT), falou que ele só conhece o Lava Jato que limpa seus veículos. "- Lava Jato já chegou em Maricá faz tempo, e é aonde eu lavo os meus carros direto", brincou Helter. Empresário Marco Antônio de Luca é preso pela Lava Jato Em uma nova fase da Lava Jato, batizada como Operação Ratatouille, a Polícia Federal prendeu Marco Antônio de Luca, apontado como chefe de um cartel de alimentos que lucrou R$ 8 bilhões ao longo dos governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Os agentes chegaram ao apartamento na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, na manhã de quinta (1º) para cumprir a ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. O dono do bar Riba, no Leblon, é apontado por articular um esquema criminoso de desvio de recursos destinados ao fornecimento de merenda escolar e alimentação de detentos no estado do Rio. O pagamento de propina a autoridades públicas era feito através de suas empresas Comercial Milano e Masan Serviços Especializados. Elas forneciam também alimentação para hospitais públicos do estado e para o Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016. Nos últimos dez anos, as duas empresas tiveram contratos superiores a R$ 700 milhões com o governo do Rio de Janeiro. Os agentes da PF e da Receita Federal cumpriram ainda mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, Centro, Ipanema e Leblon, além de municípios de Mangaratiba, Costa Verde do estado, e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Marco Antônio será indiciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Após os procedimentos de praxe, ele será encaminhado ao sistema prisional do estado. Segundo investigações, houve pagamento de pelo menos R$ 12,5 milhões em vantagens indevidas a autoridades públicas pelo empresário que mantinha contratos com o Governo do Estado do Rio. De acordo com a PF, o nome da operação remete a um prato típico da culinária francesa, em referência a um jantar em restaurante de alto padrão em Paris, no qual estavam presentes diversas autoridades públicas e empresários que possuíam negócios com o estado, o episódio ficou conhecido como a Turma do Guardanapo. Já o grupo aparece em fotos divertindo-se com panos amarrados na cabeça. Assista a íntegra da sessão desta segunda-feira, 05, no vídeo abaixo
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