20/09/2018 às 12h10min - Atualizada em 20/09/2018 às 22h53min

Aprovação de Lei na Alerj pode recuperar ferrovia do ramal Maricá-Cabo Frio


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Com o objetivo de fomentar o turismo no estado, será criado o Programa de Recuperação da Malha Ferroviária. É o que determina o projeto de lei 1.252/12, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (19/09), em redação final. O texto será encaminhado ao governador Luiz Fernando Pezão, que terá 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto.

A ideia é recuperar diversas linhas no estado pelo seu potencial turístico, revitalizando regiões e atraindo novos investimentos. Poderão ser feitas parcerias público-privadas para a recuperação das linhas. A Secretaria de Estado de Transportes deverá fazer um projeto que contenha a análise das linhas, o orçamento para as obras e o cronograma para a implantação.

LINHAS Estão incluídas na proposta as seguintes linhas: ramal Santa Cruz – Mangaratiba; ramal Sumidouro; ramal Maricá – Cabo Frio; ramal Macaé – Campos dos Goytacazes; ramal São João da Barra (EF SESC Grussaí); ramal Campista – Campos dos Goytacazes – Miracema; ramal Saracuruna – Cantagalo; ramal Conrado – Miguel Pereira – Paty do Alferes; ramal Serra de Petrópolis (Magé – Guia de Pacopaíba a Piabetá e Magé – Vila Inhomirim a Petrópolis); ramal Trem Mata Atlântica (Angra dos Reis – Lídice – Barra Mansa); ramal da Fazenda Mato Alto (Guaratiba); ramal Paraíba do Sul – Três Rios – Sapucaia; ramal Barrinha (Barra do Piraí – Japeri). Foram incluídos também os ramais Porto de Mauá (Magé) – Fragoso/Vila Inhomirim e o ramal Barra do Piraí (Central – Ipiabas).

HISTÓRICO DA LINHA A E. F. Maricá teve o seu primeiro trecho aberto em 1888, ligando as estações de Alcântara e Rio do Ouro. Em 1889 chegou a Itapeba e somente em 1894 a Marica. Em 1901, chegava a Manuel Ribeiro. Nilo Peçanha, como Presidente da Província do Rio e também da República, conseguiu a união da linha com a Leopoldina na estação de Neves, construída para esse entroncamento, e do outro lado prolongou a linha até Iguaba Grande. Em 1912, entretanto, o capital dos empresários da região acabou e a linha foi vendida à empresa francesa Com. Generale aux Chemins de Fer. Em 1933, o Governo Federal encampou a ferrovia e a prolongou, em 1936, até Cabo Frio, onde se embarcava sal das salinas das praias. Em 1943, a E. F. Marica foi passada para a Central do Brasil. Em fins dos anos 1950, passou para a Leopoldina. Os trens passaram a sair da estação de General Dutra, em Niterói, entrando no ramal em Neves. Em janeiro de 1962, parou o trecho Maricá-Cabo Frio. Em 1964, parou o trecho Virajaba-Maricá. Em 1965, somente seguiam trens de subúrbio ligando Niterói a Virajaba, com o resto do ramal já desativado. A ferrovia foi finalmente erradicada em 31/01/1966. A ESTAÇÃO A ferrovia E. F. Maricá chegou à cidade que lhe deu o nome, Maricá, em 1894. Foi prolongada sucessivamente até 1936, quando atingiu seu ponto máximo em Cabo Frio. Em 1964, o trecho que passava por Maricá foi finalmente desativado, quando já era operado pela Leopoldina. A estação foi demolida. Em seu lugar foi colocado um busto do Conselheiro Macedo Soares. Em 2008, a Prefeitura se arrependeu e reconstruiu o a estação baseada em fotos antigas, para abrigar a Secretaria de Turismo. A réplica foi inaugurada no fim desse ano. Está funcionando como Secretaria de Turismo, Lazer, Indústria e Comércio.
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