23/02/2011 às 03h23min - Atualizada em 23/02/2011 às 03h23min

Estrada de Itaipuaçu, em Maricá, sofre com buracos e abandono

Os buracos e crateras da Estrada de Itaipuaçu, em Maricá, atrapalham o caminho do desenvolvimento do bairro. Imóveis desvalorizados pela poeira, esgoto a céu aberto e dificuldade de acesso em uma via que recebeu destinação de R$ 7 milhões para pavimentação, com ordem para início de obra 23 de junho de 2010.

Já foram consumidos mais de R$ 2 milhões. Até outubro – quando, segundo moradores a obra parou – cerca de 500 metros de via, de um projeto com extensão total de 3,47 mil metros, receberam asfalto. De acordo com a Prefeitura de Maricá, a obra foi interrompida por falta de repasses do governo estadual. A Secretaria Estadual de Obras informou que o terceiro repasse foi feito em fevereiro, no valor de R$ 697 mil, mesmo montante dos dois últimos pagamentos, em julho e agosto.
De acordo com o governo do estado, os repasses dependem de medição e prestação de contas do que foi feito com a parcela anterior, além de documentação, tudo apresentado pela Prefeitura.

Enquanto a burocracia não é cumprida, buracos crescem em tamanho e quantidade, dificultando o caminho dos moradores. Muitos já optaram pela medida mais radical e mudaram de endereço, como a aposentada Marlene Barbosa, que por pouco não ficou presa em um buraco profundo que transforma a pista de 7,80 metros em um estreito caminho de 2,5 metros.

“Pelo valor do IPTU que pagamos, não era para esperar repasse de governo estadual. Meu imposto chegou no valor de quase R$ 800 por uma rua sem asfalto, sem coleta de esgoto, empoeirada, sem falar nos inúmeros buracos por toda parte. Comprei uma casa aqui em 1992 e cheguei a morar nela, mas agora é apenas veraneio porque não consigo conviver com tantas dificuldades. Foi o descaso que me tirou de Maricá”, lamenta.

Como Marlene, muitos apostam na mudança como solução e não é raro encontrar imóveis à venda. O preço médio de uma casa com dois quartos, sala, cozinha e dependências, além de quintal no bairro é de R$ 100 mil. Profissionais de imóveis afirmam que o preço é abaixo do mercado, principalmente pela falta de infraestrutura.

“Um imóvel grande, bem acabado, que em outros lugares chega a R$ 200 mil, aqui, mesmo com a proximidade da serra e da praia, é vendido pela metade do preço. Não há saneamento, não temos nem mesmo asfalto. O descaso com o lugar deprecia os imóveis”, revela o consultor imobiliário Valmir Bastos, de 52 anos.

A Prefeitura divulgou que as obras estão sendo retomadas neste mês de fevereiro, mas a equipe de O FLUMINENSE não encontrou, nesta segunda-feira, nenhum indício de intervenção. No canteiro que foi utilizado para o início das obras, o capim cresce alto.

Em nota, a Prefeitura de Maricá declarou que a obra esteve “paralisada desde o fim de 2010 em razão da suspensão do repasse da verba pelo Governo do Estado”, explicando que a “Prefeitura é responsável por uma pequena contrapartida”.

A obra foi licitada pelo município, que é o responsável pelo recebimento e repasse da verba para a empresa contratada para o serviço. O Executivo informou que, agora, a obra poderá ser rematada pois a prestação de contas ao Estado foi feita e governo reiniciou a liberação dos pagamentos no último dia 15.

O Fluminense


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