14/09/2019 às 15h14min - Atualizada em 14/09/2019 às 15h14min

Parque Estadual da Serra da Tiririca passa por inspeção

O Parque Estadual da Serra da Tiririca passou por uma inspeção nesta sexta-feira, 13. A Serra da Tiririca é um dos principais parques fluminenses para contemplação da paisagem e da biodiversidade, além da prática de esportes ao ar livre, como escalada, highline, rapel e trekking. A vistoria foi realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente do Núcleo Niterói, com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente (6ª UPAM) e integrantes da equipe da própria unidade de conservação, que abrange os municípios de Niterói e Maricá.

O Parque Estadual da Serra da Tiririca foi criado em 1991 após pressão da sociedade civil para a proteção da região. Foi ampliado em 2008 com o Morro das Andorinhas e parte da lagoa de Itaipu e, em 2012, acrescido com outras áreas, totalizando 3.493 hectares. É dividido em cinco setores: Serra da Tiririca, Lagunar, Darcy Ribeiro, entorno do Parque e Ilha Mãe, e formado por partes marinha e terrestre, com cadeia de montanhas, dunas e restinga próximas da Lagoa de Itaipu. Sofre pressão imobiliária constante, além de impactos do despejo irregular de resíduos, queimadas, extração mineral, captura de animais silvestres e remoção ilegal de plantas. A vistoria nesta sexta teve como objetivo avaliar suas condições gerais de conservação, como explica o promotor de Justiça Luciano Mattos.

A vistoria apresentou bons resultados. A área tem uma boa estrutura de fiscalização, a equipe mantém constante vigilância e, nesse contexto, o apoio da Polícia Militar Ambiental tem sido muito importante. Contudo, constatamos algumas irregularidades, como desmatamento nas proximidades da subsede do parque, no ‘Caminho de Darwin’, e a supressão de vegetação por um posseiro de área rural. Foi constatada ainda ocupação de baixa renda na Rua B, em Várzea das Moças, que está sendo monitorada e onde, além dos danos ambientais, está surgindo uma área de risco. A equipe do Instituto Estadual do Ambiente vai executar a fiscalização, com a supervisão do MPRJ, que poderá instaurar inquérito civil”, disse o titular da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente do Núcleo Niterói.

Historicamente, a região que hoje corresponde à unidade era ocupada por indígenas de tribos Tamoios, posteriormente catequizados pelos jesuítas. Atualmente, mantém em seu território populações tradicionais e áreas verdes de Mata Atlântica. No século XIX, mais especificamente em 1832, a área foi visitada pelo naturalista inglês Charles Darwin, em expedição considerada fundamental para a formulação, por parte do cientista, da teoria da evolução das espécies. Pelo Parque Estadual, participaram da ação de inspeção o chefe Maurício Castro, o subchefe Jhonatan Ferrarez e o coordenador de Pesquisa, Felipe Queiroz.



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