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19/01/2021 às 13h34min - Atualizada em 19/01/2021 às 20h28min

Casa da Mulher: os novos pilares do acolhimento

Fotos: Anselmo Mourão

A Prefeitura de Maricá está construindo um novo local para receber, atender, proteger e resgatar mulheres que foram vítimas da violência. Localizada no bairro do Flamengo, a obra da nova Casa da Mulher foi iniciada em dezembro último e tem previsão de entrega para maio, mês do aniversário da cidade.

A construção, com 220 metros quadrados, terá espaço multiuso, sala de informática com acesso a internet, biblioteca de gênero, sala para exibição de filmes, palestras e oficinas, que só irão acontecer após a pandemia, além de ambientes para atendimento psicológico, com advogados e com assistentes sociais.

“Estamos na fase de estaqueamento para que sejam feitas as fundações”, informa Romildo Silva, coordenador de Interlocução Institucional e Aprovação de Projetos, área da Prefeitura que cuida de projetos com recursos provenientes de convênios e emendas. Enquanto a construção prossegue, a Casa da Mulher está funcionando temporariamente na Rua Pereira Neves 274, no Centro de Maricá, ao lado da Secretaria de Direitos Humanos.

“Nesse novo espaço físico serão desenvolvidas atividades que garantirão novas possibilidades às assistidas. Pretendemos implantar um salão de beleza-escola, capacitando essas mulheres e oferecendo atendimento gratuito a todas as acompanhadas pela casa”, afirma a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Luciana Piredda. “Isso também é importante para a melhora da autoestima, já que muitas dessas mulheres sofrem em relações abusivas, dentro de um ciclo de abusos psicológicos que acabam por impedir que elas enxerguem sua beleza. Recompondo a autoestima, as mulheres se fortalecem para reivindicar os seus direitos e buscar uma vida sem violência”, ressaltou.

Segundo Luciana, o local abriga, além da coordenação, o Centro de Atendimento Especializado à Mulher, a Biblioteca de Gênero Cora Coralina, além do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – por ora sem atividades por conta de reformulações. Além do espaço físico, o projeto – que é resultado de emenda parlamentar do então deputado Fabiano Horta – contará também com um veículo, que atenderá as mulheres acolhidas no local.

Desde a sua criação, em 2009, a Casa da Mulher fez, até novembro de 2020, cerca de 6.657 atendimentos. Gente que passou por violências mas conseguiu ali o acolhimento necessário para superar a dor e dar a volta por cima e que aguarda o novo espaço para poder também ajudar a quem precisa.

“Há nove anos fui espancada por dois homens, sendo um deles meu ex-marido. Na delegacia me orientaram a procurar a Casa da Mulher e eu tive apoio e fui amparada durante todo processo, até no exame de corpo de delito elas foram comigo”, afirma uma das atendidas, que não será identificada por razões de segurança. “Lá fui amparada psicologicamente, mentalmente, socialmente de uma forma humanizada até na hora de colocar em prática os processos jurídicos e médicos. Eu sou extremamente grata, essa casa nos socorreu e continua nos amparando até hoje”, reconhece.

Outra assistida ressalta a importância desse tipo de espaço para orientar e acolher pessoas como ela.

“Olhando para trás consigo ver que estava completamente fora de mim e a Casa me levantou, me ajudou a caminhar. Sempre tive acompanhamento da psicóloga e tudo o que elas puderam fazer por mim elas fizeram”, descreve. “Ali a gente encontra apoio, um caminho. Hoje procuro ajudar outras mulheres que estão passando pelo mesmo problema que eu passei. Só tenho de agradecer e pedir que esse trabalho nunca se encerre esse trabalho”, concluiu.


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