24/01/2021 às 12h08min - Atualizada em 25/01/2021 às 10h05min

Aldeia indígena se pronuncia sobre caso do recém nascido morto na Restinga

LSM - A Aldeia Mata Verde Bonita se pronunciou, através da Cacique Jurema Nuns, mostrando indignação sobre o caso do recém nascido encontrado morto na tarde desta quinta-feira, 21, na Restinga de Maricá.

Segundo informações, uma indígena - de 21 anos - teria sido estuprada e engravidada pelo próprio pai. Após o nascimento do bebê, o pai teria a obrigado a filha a abandonar o recém nascido. O homem está sendo investigado pela Polícia Civil após ser denunciado pela filha. Aos policiais, a filha afirmou que teria sido estuprada frequentemente desde os 13 anos de idade.

A cacica da aldeia afirmou que os indígenas estão indignados com o caso, que cuidarão da jovem que sofreu o abuso, que não consideram mais o homem como um Tupi Guarani e que ele pague pelo que fez na justiça.

Confira a manifestação da cacique:

“Nós da Aldeia Mata Verde Bonita, em São José do Imbassaí, queremos mostrar nossa indignação sobre os fatos que aconteceram na nossa aldeia nos últimos dias.

Quinta-feira, 21 de janeiro, durante a limpeza do espaço da aldeia, encontramos na mata um bebê recém nascido. Logo nos o socorremos e uma das enfermeiras de saúde indígena ajudou a fazer os primeiros socorros e depois socorremos de carro até o Hospital de Maricá, mas o bebê chegou sem vida.

Nós, depois que voltamos do hospital, fomos averiguar o que aconteceu e descobrimos uma menina que vinha sofrendo estupro pelo próprio pai e que ele obrigou ela a abandonar o bebê.

A comunidade chocada foi atrás dele que já estava fugindo, mas os guerreiros da aldeia pegaram ele e ele confessou o crime que cometeu e assim seguramos ele até a chegada da polícia. A cacique da aldeia foi até a delegacia prestar denúncia e ficamos indignados ao saber que o acusado não ficou preso.

A comunidade não entende a decisão da justiça brasileira que deixou impune uma pessoa que cometeu um crime tão bárbaro. Na aldeia, todos estão de luto, até porque nosso costume, nossa cultura, nossa maneira de ser não nos ensina assim, nós somos Tupi Guarani e aprendemos a cuidar um dos outros e a proteger a toda nossa comunidade.

Hoje a comunidade se dedica a cuidar dessa jovem que não teve infância e tanto sofreu. Estamos buscando juntos passar por esse momento difícil para toda nossa comunidade. Agora queremos a justiça que ele pague por tudo que ele fez e não mais consideramos ele como Tupi Guarani.”

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