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12/06/2021 às 15h13min - Atualizada em 14/06/2021 às 08h15min

Integração na Saúde recupera paciente de Cabo Frio após 145 dias internado no Che

(Foto: Vinícius Manhães)

O Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara realizou, nesta sexta-feira (11/06) a alta de um paciente internado há 145 dias. Roberto Pereira da Silva vai completar no próximo mês 60 anos e poderá comemorar com a família a data e seu renascimento. A alta é resultado de um trabalho integrado em Saúde que envolveu o Núcleo Interno de Regulação (NIR) da unidade de saúde especializada no tratamento de Covid-19, o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) de Maricá e o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) de Cabo Frio – ambos do Programa Melhor em Casa.

“Graças à integração entre os setores e os municípios, além da participação das equipes de assistência à saúde e da Comissão de Curativo do Che, a história tem uma continuação feliz e, em breve, ele estará ao lado das pessoas que ama”, comenta a secretária de Saúde de Maricá, Simone Costa.

Roberto deu entrada na unidade no dia 18 de janeiro, encaminhado do Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, de Cabo Frio, por via regulação estadual, já sedado e intubado, para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do HMECG. Entre idas e vindas do setor para a Semi-Intensiva e da Semi para o CTI, ele superou ainda uma parada cardíaca de 19 minutos e sobreviveu.

Mesmo apresentando dificuldades na fala, devido à traqueostomia, Roberto deixa visível sua alegria por saber que após cinco meses, estará em breve no conforto de casa e ao lado da família. “A vida me ensinou muito, da forma mais difícil, mas foi. Me sinto um vitorioso. Você não consegue imaginar”, comemora Roberto, pai de um casal e avô de: “muitos netos”, como ele mesmo disse.

“Em determinado momento, ele estava tão desanimado e deprimido que não queria se alimentar. Fui persuasivo e insistente para que ele compreendesse a importância da alimentação na sua recuperação. Fico muito feliz de vê-lo indo para casa hoje”, disse o médico Paulo Eduardo Kyburz, da Semi-Intensiva 1.

Para o enfermeiro, coordenador do NIR do Che Guevara, Leonardo Queiroz, esse é mais um dia em que vale a pena ter escolhido a profissão que escolheu. “É emocionante ver um paciente, após tantas complicações, voltar para o lar e ter garantida a continuidade no seu tratamento, mesmo sendo morador de outro município. Isso é a base dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS): universalidade, integralidade, equidade e regionalização”, pondera Leonardo.

A filha de Roberto, Jéssica Milão Pereira, de 31 anos, teve seu bebê, Helena, no período em que o pai estava internado e mal pode esperar pela chegada dele para conhecer a neta. “O sentimento que nós temos é de muita felicidade. Só temos que agradecer a deus porque depois de tudo o que ele passou, ele é um milagre. Agradeço a toda a equipe do Che Guevara por terem cuidado tão bem do meu pai, principalmente as assistentes sociais e os médicos que passavam o boletim de saúde diariamente para a gente e nos traziam paz. A gente nunca deixou de ter fé”, Jéssica.

O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) – Melhor em Casa de Maricá fez uma visita ao paciente internado no Che Guevara e elaborou um laudo para enviar ao SAD de Cabo Frio, explicando a necessidade do acompanhamento do paciente. Só desta forma que a alta responsável do paciente foi possível. O gerente do SAD, do Programa Melhor em Casa de Maricá, Anderson Pereira, explicou que a característica principal do programa é a desospitalização.

“O NIR entrou em contato e falou da necessidade da nossa avaliação, solicitada pelo SAD de Cabo Frio. Minha equipe esteve no Hospital Che Guevara, trocamos informações com os profissionais do hospital e vimos que ele está bem e pode ter continuidade no tratamento pelo Melhor em Casa de Cabo Frio, onde ele reside”, destacou.

O responsável técnico do Melhor em Casa de Cabo Frio, Júnior Curcino, acrescentou que o Melhor em Casa é um programa de nível nacional, por isso essa integração entre municípios e estados deve acontecer, e é primordial para que o Serviço de Atenção Domiciliar funcione de forma eficaz.

“Quando existe essa avaliação em conjunto, a gente consegue fazer com que esse paciente seja desospitalizado de maneira segura. Quando ele não é do mesmo município, é legal que aconteça essa interação entre coordenadores, já que um deles irá admitir um paciente que foi o outro colega quem fez a desospitalização. Ganha primeiramente o paciente, que vai sair de uma unidade e ser poupado de outras infecções, e ganha o município tanto de Maricá, porque gera leito, quanto de Cabo Frio, que tem esse paciente tratado dentro de seu domicílio com segurança e trazendo de volta o vínculo familiar, que faz a diferença na recuperação”, ressaltou Júnior Curcino.


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