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19/06/2021 às 21h17min - Atualizada em 21/06/2021 às 09h42min

Artistas de Rua encantam maricaenses com músicas ao vivo nos 'Vermelhinhos'

(Fotos e Produção: Felipe Rojas)

Por Ana Farias - Se você é um passageiro frequente dos 'Vermelhinhos' com certeza em uma das suas viagens de ida ou volta para casa já se deparou com os artistas e músicos nos coletivos da Empresa Pública de Transportes (EPT).

A equipe do LSM realizou uma entrevista com Fernando Mesquitta, Joseph Hamilton e Mestiço para saber um pouco mais da história dos três grandes músicos, que estão encantando os corações maricaenses. Os três artistas são oriundos de Niterói e São Gonçalo e já trabalham no meio artístico há algum tempo.

Joseph Hamilton Azevedo de 19 anos, o Violinista, diz que Maricá sempre fez parte da sua infância. Ele foi o primeiro a tocar na cidade e, com o acolhimento da população, foi o canal para a entrada de novos artistas. Joseph entrou no ramo da música através de um projeto social em Niterói e até então, segue com a arte de rua tocando e encantando os lugares que passa. Viu em Maricá a sua arte ser valorizada e abraçada em um momento tão complicado, que é a guerra contra o coronavírus.

"Vi na arte uma forma de encontrar e tocar pessoas. Garantindo assim que a minha arte chegue ao público. Brevemente, serei um futuro morador de Maricá, com certeza!" disse Joseph.

Com uma voz encantadora, Fernando Mesquitta que começou no ramo do teatro, pai de Ashanti de 2 anos, cantor e compositor, se apresenta nos coletivos apenas com um Triangulo (instrumento musical idiofone de percussão reciclável) e uma chave de fenda, cantando músicas como "É Primavera", "Sinais de Fogo", entre outras músicas brasileiras. Após perder o emprego e entrar em um grande quadro depressivo, Mesquitta viu como saída, a música nos coletivos, um motivo para viver e alegrar outras pessoas. "A arte de Rua, me salvou da depressão!" disse Mesquitta.

Alex Martins Fróes. Abraham de 33 anos, o Mestiço, é artista há 20 anos, onde atua como ator e músico. Iniciou a sua carreira no "Nós do Morro", onde a partir deste projeto, levou o teatro a diversos lugares do Brasil, Inglaterra e Portugal. Mestiço, já faz o trabalho nos espaços públicos há 8 anos. Trabalhando fielmente, é onde leva o seu sustento, trabalhando nos ônibus, praças públicas, nas ruas e até nas Barcas S.A. "Eu consegui me estabilizar financeiramente através do meu trabalho, graças à rua e graças aos espaços públicos." disse Mestiço.

Mesmo em meio a pandemia, esses artistas de rua seguem batalhando e guerreando para levar o sustento para casa. É uma arte que está mais perto das pessoas, surpreende e modifica o ambiente onde está sendo feita. A equipe LSM apoia e incentiva o trabalho dos artistas de rua. Ajude como for, seja em auxílio financeiro ou retribuindo com um sorriso nos olhos. Permita-se ter a uma vida mais leve e mais feliz. "Todo piso será palco, toda parede, mural e a cidade inteira poesia", Autor desconhecido.

LEIS DO ARTISTA DE RUA

O Projeto de Lei 3308/19 autoriza as apresentações culturais realizadas por artistas de rua sem qualquer tipo de censura ou cerceamento.

O Projeto de Lei 8120/18 regulamenta a manifestação cultural nas barcas, trens e metrô no âmbito do Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências.


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