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25/06/2021 às 20h06min - Atualizada em 26/06/2021 às 09h18min

Vermelhinhos lotados com janelas fechadas e ar ligado, usuários voltam denunciar riscos da transmissão da Covid-19

LSM- Passageiros voltaram a denunciar na tarde desta sexta-feira, 25, a superlotação nos coletivos “Vermelhinhos” da Prefeitura de Maricá. Em um dos coletivos, uma passageira filmou as condições que os usuários estavam viajando.

As denúncias foram enviadas para o WhatsApp do LSM (9-9086-3309). Com relatos, fotos e gravações pelo celular, usuários do ônibus gratuito se queixavam da real situação que ali estavam. Dentre as principais reclamações estão a superlotação, pelas janelas estarem fechadas, com o ar condicionado ligado e motoristas sem máscara.

De acordo com os denunciantes, no período da manhã – 8h às 11h – e no turno da noite – das 17 às 21 – os coletivos circulam com limite máximo de lotação. Além do desconforto do aperto durante a viagem, os usuários temem pelo risco de transmissão da Covid-19, uma vez que a empresa não está respeitando a lotação permitida, promovendo a aglomeração e contrariando as medidas de prevenção. As linhas com mais reclamações são as de Itaipuaçu (E30 e E30A), Jaconé (E14 e E14A) e da Serra do Lagarto (E05).

Um outro risco temido e denunciado pelos passageiros, é pelos coletivos estarem circulando com as janelas fechadas e com ar condicionado ligado. E as reclamações são baseadas nos próprios protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o qual recomenda que em ambiente interno com presença de pessoas, é fundamental manter uma boa ventilação externa. “Uma maneira eficiente de aumentar a troca de ar externo é abrir as janelas. O ar exalado de uma pessoa infectada diretamente para outra em espaços fechados pode aumentar a transmissão do vírus.” Cita o documento da OMS. Já o uso do aparelho de ar condicional é permitido desde que seja regularmente limpo e inspecionado, porém, em um ônibus lotado, está exposto o mesmo risco, que em local com falta de circulação de ar.

Alguns passageiros relataram que motoristas já foram flagrados sem máscaras. Outros também relatam serem hostilizados – por parte de outros passageiros – ao gravarem áudios e vídeos fazendo as denúncias. “Somos proibidos de reclamar. Se alguém nos ver se queixando e ou registrando provas das nossas denúncias, somos ameaçados e desrespeitados, com frases do tipo: ‘Se não estar satisfeito desce no ônibus’, ‘É de graça e ainda quer reclamar?’, ‘Se reclamar, vai uber.’, e entre outras frases.” Relatou um denunciante.

Esta não é primeira matéria publicada pelo LSM sobre a superlotação dos “Vermelhinhos”. Na última semana, uma outra reportagem expôs mesmos problemas, relatado por outros usuários. Porém até o momento, a Empresa Pública de Transporte (EPT), responsável pela administração dos coletivos ’, ainda não resolveu esses problemas relatados.


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