08/04/2016 às 20h36min - Atualizada em 17/04/2016 às 20h20min

Dornelles quer diálogo com ocupantes da escola estadual em São José

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(Foto :: Divulgação)

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(Foto :: Divulgação)[/caption] O governador em exercício Francisco Dornelles (PP) desautorizou o secretário de estado de Educação, Antonio Neto a entrar na Justiça para pedir a reintegração de posse das escolas ocupadas pelos estudantes. “Tudo tem que ser resolvido com diálogo”, afirmou Dornelles que já foi secretário da Receita Federal, ministro de várias pastas, deputado federal e senador. Revoltados com a precariedade das escolas públicas estaduais, grupo de estudantes começou a ocupar unidades no Rio de Janeiro e Maricá. A ocupação não tem previsão de terminar, a não ser que o Governo do Estado atenda às reivindicações do movimento estudantil. Barracas foram montadas no pátio e cartazes colados nos muros dos estabelecimentos, com críticas à política educacional do governador Luiz Fernando Pezão, que está de licença médica. A iniciativa é promovida pela Associação dos Estudantes Livres (Anel), com sede nacional em São Paulo e apoiada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe). A unidade de Maricá ocupada é a Escola Estadual Euclydes Paulo da Silva, em São José de Imbassaí. A Anel informou que a ocupação é uma forma de protesto contra as precárias condições de funcionamento das escolas públicas estaduais, afetadas com o corte de verbas na Educação este ano. Na unidade de Maricá, os estudantes foram à redes sociais pedir doações de suprimentos alimentares básicos e negociou com a direção do estabelecimento a utilização da cozinha para o preparo das refeições dos ocupantes da escola que fica na Rua Guarujá, Lote 1, sem número. “O Estado hoje veio quente, eu estou fervendo! Quer desafiar...não estou entendendo! Mexeu com estudante...tu vai sair perdendo!”, disse um dos cartazes afixados no muro da escola. O Sepe de Maricá divulgou nota negando estar por trás do movimento, mas o apoiando. “O C.E. Euclydes Paulo da Silva localizado em São José do Imbasaí em Maricá está ocupado pelos estudantes. O colégio possui estruturas em estado precário de conservação e sempre foi amplamente abandonado pela Seeduc (Secretaria Estadual de Educação) e a regional Baixadas Litorâneas”, disse o texto.


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