Obras do Plaza Shopping Maricá serão retomadas


Com aporte de R$ 100 milhões, projeto ficou parado por 5 anos.

Depois de quase cinco anos à espera, a SGGC Participações vai reiniciar as obras do Maricá Plaza Shopping no segundo semestre, na cidade fluminense que leva o nome do empreendimento. A decisão foi baseada na expectativa da recuperação do setor de óleo e gás, já que Maricá é uma das cidades do Estado que mais se beneficia atualmente dos royalties.

Com investimentos estimados em cerca de R$ 100 milhões, o projeto da SGGC tem como sócios a RABR, de Reinaldo Rique, irmão do fundador da Aliansce, Renato Rique, e o grupo Magus, dono do Shopping Recife, em Pernambuco.

Inicialmente, a decisão da construção do shopping ocorreu em 2012, após a compra do terreno, localizado às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106). “Era outro Brasil, outra economia. Até o que se fazia errado dava certo”, diz o sócio-fundador da SGGC, Sergio Brandão Marins. Na ocasião, as atuais lojas-âncoras — Renner, Riachuelo e Lojas Americanas — já haviam sido comercializadas. A terraplenagem teve início em 2014, mas com a piora da economia, o projeto foi adiado. “Fomos o primeiro operador de mercado a parar as obras de um shopping. Na época foi uma surpresa para as âncoras”, lembra o executivo.

A decisão pela retomada ocorreu após as eleições de 2018. As obras terão início no segundo semestre. Passados os primeiros três meses do governo Bolsonaro, será feita uma reavaliação do número de lojas-satélite, diz Brandão. A expectativa é que o número de pontos de venda seja mantido. Mas se for verificada necessidade de redução, não será menor que 85 lojas. Também será avaliada a instalação de uma rede de atacarejo. A previsão é que o shopping fique pronto em 2021.Brandão diz que a região de Maricá é uma das que mais se beneficiam com royalties e participações especiais sobre a produção do setor de óleo e gás. Em 2018, a União repassou cerca de R$ 1,4 bilhão, referentes a transferências das participações pela produção de petróleo e gás natural, de acordo informações do Portal da Transparência. Um ano antes, o repasse havia sido de cerca de R$ 750 bilhões.

“O setor de óleo e gás estava em baixa até meados do ano. Com a volta das empresas de petróleo para o Rio, ficou claro que Maricá era a bola da vez. Está clara a oportunidade”, diz Brandão. As expectativas de retomada da economia da região aumentam com a possibilidade de construção da unidade de processamento de gás natural (UPGN) do Comperj, em Itaboraí (RJ), e de um porto em Maricá.

Com população de cerca de 150 mil habitantes, a cidade tem capacidade de receber um shopping de porte médio, na visão do executivo. Segundo ele, o empreendimento terá capacidade de atrair pessoas de cidades vizinhas como Saquarema, Araruama, Itaboraí e Niterói, elevando o público potencial para mais de 200 mil.

Para o executivo, a escolha da retomada do empreendimento de Maricá se deu pelas perspectivas de recuperação e crescimento da região, mas de forma geral ainda é cedo para lançar projetos “greenfield”, como são chamadas as construções a partir do zero . “Além da demora da recuperação da economia, ainda há muita área bruta locável disponível em shoppings que já estão operacionais. Maricá é especial em função do setor de óleo e gás”, afirma.

A empresa tem terrenos para novos projetos na Bahia, por exemplo, mas para ele ainda não é o momento. Em agosto, a empresa comprou da HSI o controle do SerraSul Shopping, em Pouso Alegre (MG). Também é dona do Parque Shopping Sulacap, no Rio, e do Cascavel JL Shopping, no Paraná.

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