PIX: Criminosos usam recurso para pagamento de resgate em sequestro relâmpagos; um maricaense foi vítima desse crime


LSM- Transferência por PIX, uma tecnologia criada para facilitar a vida de correntistas que tem se tornando um perigo para os usuários. Criminosos estão usando o recurso para exigir o pagamento de resgates durante sequestros-relâmpagos.

De acordo com informações, a pratica criminosa tem crescido em todo o país. Na Região Metropolitana do Rio, pelo menos seis casos já foram registrados. Em Maricá, um estudante se tornou mais uma vítima, no início deste mês. Interessado em comprar um carro anunciado numa rede social, o jovem marcou um encontro com o suposto proprietário. Ao chegar no local, foi levado por um criminoso armado e dois comparsas para uma rua deserta, onde ele teve R$ 16 mil transferidos de sua conta corrente.

Ainda não há, porém, um levantamento de quantos crimes do tipo já ocorreram. O Instituto de Segurança Pública (ISP) aponta que, de janeiro a junho deste ano, 54 pessoas foram vítimas de sequestros relâmpagos. Os dados divulgados, no entanto, não mostram como se deram as abordagens e tampouco como foi roubado o dinheiro das vítimas.

De acordo com CEO da Dinamo Networks – empresa responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de criptografia do PIX – a utilização da ferramenta em crimes do tipo, era uma preocupação entre engenheiros do projeto. O próprio afirma que desativou o aplicativo de sua principal conta bancária no celular e, no da outra, estabeleceu limite de R$ 1 mil para transferências.

Segundo especialistas, algumas medidas podem garantir maior segurança aos usuários, como de limitar o valor das transferências diárias, desabilitar esse tipo de procedimento nos aplicativos instalados nos celulares quando os equipamentos estiverem fora de uma rede de conexão doméstica. Profissionais explicam que caso a pessoa lesada informe ao banco, em tempo hábil, que houve uma transação fraudulenta, a instituição poderá realizar o cancelamento e solicitar que a responsável pela conta de destino devolva o dinheiro. Se isso não acontecer, quem o recebeu, estará incorrendo no crime de apropriação indébita.

O mesmo crime é caracterizado quando uma pessoa recebe um Pix errado, não informado ou recusa devolver. Para os criminalistas, a apropriação indébita, pelo apoderamento de coisa alheia móvel sem o consentimento da vítima, é crime e tem pena prevista de um a quatro anos de prisão, podendo ser aumentada em até um terço quando a pessoa recebe valores oriundos de transações fraudulentas.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que os bancos investem, anualmente, cerca de R$ 25,7 bilhões em tecnologia, sendo 10% voltados para cibersegurança. A entidade destaca que as transações são “totalmente rastreáveis”, que os usuários têm a opção de controlar limites para PIX e que mantém “estreita parceria” com as forças de segurança e o Judiciário.

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