Políticas Inclusivas e Degase debatem elaboração de plano pioneiro para atendimento de medidas socioeducativas em Maricá


Representantes da secretaria de Políticas Inclusivas de Maricá e do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) debateram na manhã dessa segunda-feira (12/08) sobre a elaboração do plano de trabalho de inclusão social dos adolescentes egressos do Degase, plano esse pioneiro no Estado do Rio de Janeiro. A reunião foi realizada na sede da secretaria, no Centro, e contou com a participação da Secretaria de Assistência Social, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

A secretária da pasta, Sheila Pinto, ressaltou a importância desse encontro. “Queremos criar um fluxograma de trabalho pactuado intersetorialmente com diversos atores do sistema de garantia de direitos na perspectiva da ressocialização do ser humano, buscando oferecer um conjunto de politicas públicas como educação, assistência social, saúde, trabalho e cursos de qualificação profissional evitando a reincidência do ato infracional”, explicou.

A secretaria destacou a criação do Centro de Referência a Egressos e Familiares de Pessoas Privadas de Liberdade (Crefam), criado em outubro de 2018, sob a coordenação da assistente social Alessandra Serrão, que visa oferecer diversos serviços por meio de uma equipe técnica. “Fico feliz em ratificar essa parceria com o Degase que nos abraçou por meio desse termo de cooperação técnica. Atendemos muitas pessoas que já cumpriram suas penas, mas, por uma desconfiança social, não conseguem trabalho e nem estudar. E é contra isso que lutamos”, salientou.

A assistente social do Degase, Nina Silva, salientou que Maricá está a frente de todas as cidades do Estado em implantar esse plano. “Esse trabalho é fundamental e muito produtivo porque a cidade está buscando construir novos valores trabalhando de forma sistemática e integrada com o indivíduo, a família e a sociedade embasado no Estatuto da Criança e do Adolescente e de acordo com as normativas do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase)”. De acordo com a profissional, atualmente, existem 17 jovens de Maricá que estão cumprindo medidas socioeducativas em unidades como o Centro de Atendimento Intensivo Belford Roxo, a  Escola João Luiz Alves e o Criaad Niterói. “É ótimo saber que Maricá se preocupa em atender, de forma mais humanizada possível, esse individuo que sai muitas vezes desamparado até pela própria família”, acrescentou.

A psicóloga do Degase Verão Durão, falou sobre o trabalho feito pelas instituições. “Nossa preocupação maior não é punir esse jovem infrator e sim reintegrá-lo à sociedade para sua garantia de direitos. Somos vinculados à Secretaria de Educação e lá eles estão em escolas como objetivo de promover a socioeducação, favorecendo a formação de pessoas autônomas, cidadãos solidários e profissionais competentes, possibilitando a construção de projetos de vida e a convivência familiar e comunitária”, destacou.

Presente no debate, o advogado do Creas, Júlio Velloso, disse que atualmente atende em Maricá 38 pessoas em liberdade assistida. “Orientamos e encaminhamos esses cidadãos para os serviços públicos existentes na cidade, oferecendo orientação jurídica, apoio à família, apoio no acesso à documentação pessoal e estimula a mobilização comunitária”, destacou.

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