22/10/2024 às 13h23min - Atualizada em 22/10/2024 às 13h22min

Polícia Civil faz operação em Maricá contra quadrilha especializada no golpe do falso sequestro

Redação - leisecamarica.com.br




A Polícia Civil do Rio de Janeiro está realizando nesta terça-feira, 22, a Operação 13 Aldeias, contra uma quadrilha especializada no golpe do falso sequestro. A facção faz centenas de vítimas de dentro dos presídios e conta com 18 mil integrantes.


As investigações, que contam com o apoio do Ministério Público do Rio e da Subsecretaria de Inteligência da Administração Penitenciária, mostram que a organização criminosa movimentou quase R$ 70 milhões em operações bancárias somente entre janeiro de 2022 e maio deste ano.


Agentes da Delegacia Antissequestro cumprem 44 mandados de busca e apreensão em Copacabana e Irajá, na capital, e nos municípios de São Gonçalo, Maricá, Rio das Ostras, Búzios e São João da Barra, além do Espírito Santo. Entre os alvos estão cinco policiais penais suspeitos de ajudar os criminosos.


Quase todos os 18 mil integrantes da quadrilha estão encarcerados


O grupo criminoso Povo de Israel foi fundado em 2004 e, com celulares que entram ilegalmente nos presídios, eles criaram uma indústria de extorsões. Quase todos os 18 mil integrantes da quadrilha estão encarcerados em 13 unidades prisionais que são dominadas pela facção e chamadas de “aldeias”. Esse volume representa 42% do efetivo prisional.


De acordo com a Polícia Civil, mais de 1,6 mil pessoas físicas e 201 pessoas jurídicas foram utilizadas para fazer circular o dinheiro. Segundo as investigações, a base da facção é o Presídio Nelson Hungria, que fica dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da cidade. Chefes da quadrilha são alvos da ação desta terça.


O inquérito da polícia mostra que há uma divisão de tarefas e funções dentro da organização. São chamados de “empresários” os presos responsáveis por obter o celular que será usado dentro da cadeia. "Ladrão" é o executor do golpe, que liga para a vítima e simula voz de parentes. O apelido “laranja” é para aliados fora das prisões que recebem o dinheiro obtido nos crimes. Cada um recebe 30% do valor. O restante vai para o caixa comum da facção.


Foi descoberto também que a quadrilha já tem ramificações no Espírito Santo e em São Paulo, com pessoas que recebem o dinheiro das extorsões em contas bancárias.


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