04/09/2018 às 14h26min - Atualizada em 04/09/2018 às 16h36min

Irmão do Vereador Poubel é preso acusado por agiotagem em operação da Polícia Civil


[gallery columns="1" size="full" ids="169633"] Nove pessoas foram presas, entre elas Glauber Poubel, irmão do Vereador de Maricá e Candidato a Deputado Estadual, Filippe Poubel, em cumprimento a mandado de prisão e uma outra presa em flagrante nesta segunda-feira por agiotagem. Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (DRACO/IE), com apoio da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança e da Polícia Judiciária da Força Nacional, deflagraram nesta segunda-feira a operação “Anatocismo", no Centro do Rio de Janeiro e em São Gonçalo, na Região Metropolitana. O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa, responsável pela prática de empréstimos a juros abusivos e extorsões. Centenas de planilhas foram apreendidas, além de telefones celulares com chamadas referentes aos empréstimos, computadores e documentos variados. O grupo era formado por três núcleos principais: o primeiro realizava diretamente os empréstimos. O segundo atuava na cobrança, inicialmente através de ligações telefônicas, em que os integrantes se apresentavam como “agiotas”. Eram utilizados vários nomes: Dr. França, Dr. Valadares, Dr. Maurício, Dr. Willian, Dr. Teodoro, Dr. Matias, Dr. Carlos, Dr. Gustavo, Dr. Rodrigo Nogueira entre outros. Já o terceiro núcleo era formado pelos responsáveis pelos saques em caixas eletrônicos e bancos, nas contas- correntes de pessoas que sofreram a extorsão. De acordo com o delegado Alexandre Herdy, titular da DRACO/IE, a organização criminosa atuava há pelo menos 3 anos: " Centenas de pessoas, em vários municípios do estado, foram vítimas dessa organização criminosa. Alguns dos agiotas se identificavam como Inspetores de policia e policiais civis lotados na Corregedoria. Com a prisão desses integrantes, acreditamos que outras vítimas procurem a polícia", afirma o delegado Alexandre Herdy. Além de cobrarem valores abusivos e juros sobre juros, os investigados intimidavam as vítimas (ex-clientes), seus familiares e amigos próximos, ameaçando colocar os “cobradores de rua” para ir às residências retirarem pertences para quitação dos valores devidos.
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