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27/05/2022 às 18h46min - Atualizada em 27/05/2022 às 18h42min

Blitz educativa é realizada no Centro de Maricá

Os agentes do Trânsito, Detran e Operação Lei Seca alertaram motoristas, motociclistas e pedestres e distribuíram panfletos.

Thayná Silva - leisecamarica.com.br
Fonte: PMM
Foto: Divulgação

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Trânsito e Engenharia Viária (Sectran), montou uma blitz educativa, nesta quarta-feira (25/05), na Rua Abreu Sodré, no Centro, para alertar motoristas, motociclistas e pedestres sobre os perigos no trânsito. A atividade, feita em parceria com a Secretaria de Ordem Pública e Gestão de Gabinete Institucional (Seop), o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) e a Operação Lei Seca, faz parte da campanha Maio Amarelo, que tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes no trânsito.

Secretário de Trânsito e Engenharia Viária, Marcinho da Construção falou sobre a necessidade de unir forças para salvar vidas e ressaltou a importância da presença da Guarda Municipal de Maricá e dos policiais que fazem parte da 6ª Cia do 12º Batalhão de Polícia Militar.

“A gente vem para a rua, mais uma vez, com o intuito instruir a população sobre o quanto a prevenção é fundamental. Essa ação não tem um caráter punitivo. Nossa intenção é mostrar para as pessoas que a vida é o mais importante, porque muitas justificam as atitudes erradas que tomam pela pressa e correria do dia a dia, mas o resultado é muito triste quando a gente perde um parente ou um amigo. O maior índice de acidentes em Maricá é provocado pela falta de atenção nos cruzamentos”, esclareceu Marcinho.

Crimes e infrações de trânsito

Entre os temas abordados estiveram o uso da anteninha na moto para proteger o pescoço da linha de pipa com cerol (linha chilena); e a necessidade de parar o veículo antes de atender a qualquer ligação – em muitos acidentes as pessoas atingidas estão na calçada e são prejudicadas pela imprudência de motoristas, que pegaram o celular para falar ou responder mensagem.

O cerol e a linha chilena representam perigo para toda a população e coloca em risco pedestres, ciclistas e motociclistas que circulam pela cidade, além da própria pessoa que está utilizando. O uso desses materiais ou qualquer outro produto cortante na prática de empinar pipas é considerado crime. O uso ilegal do material pode ser “denunciado” por meio dos números 190 e 153 ou pelo Disque Seop: (21) 96809-1516, também WhatsApp. O uso do material é proibido pela Lei 7189/86, e os responsáveis por menores que se envolverem em acidentes relacionados com o uso do cerol serão responsabilizados.

Educação no trânsito preza pela segurança e evita acidentes e/ou mortes

Durante a ação, os agentes do Detran abordaram os condutores de carros e motos alertando sobre as infrações que normalmente são registradas na cidade. A maioria dirigia e/ou conduzia pessoas que insistiam em não usar o cinto de segurança. Pessoas com o celular na mão e motociclistas com a viseira do capacete aberta também foram abordados.

Pedestres, motociclistas e motoristas ganharam de presente um kit com lixeirinha para carros, capa para documentos e material informativo, chamando a atenção para a importância do papel de cada um no trânsito e da verificação dos equipamentos obrigatórios.

“Estamos aqui hoje para fazer uma campanha maior, não só de motoristas, mas também de motociclistas e pedestres, porque eles acham que não têm função no trânsito, mas são parte fundamental. Inclusive, muitos dos acidentes que eles sofrem é por não atravessarem na faixa e não respeitarem a sinalização”, disse Rodrigo Santiago, agente de educação de trânsito do Detran, que chamou a atenção para uma infração muito cometida em Maricá: empinar moto.

Quem empina a moto comete infração gravíssima de trânsito e o motociclista perde sete pontos na carteira. Se um morador presenciar a infração, pode denunciar à autoridade de trânsito mais próxima, seja a Guarda Municipal ou a Polícia Militar, e segundo Rodrigo Santiago, eles tomam as providências.

Alguns ciclistas que passaram pelo local e viram a blitz aproveitaram para tirar dúvidas sobre como proceder nas vias e receberam orientações sobre os equipamentos obrigatórios, como o olho de gato, o capacete, a sinalização que pisca na frente, além da obrigatoriedade de andar na ciclofaixa e na ausência desta, andar no sentido dos veículos.

Família consciente

Moradora de Ponta Negra, Gilsimara Silva, de 53 anos, passeava com o marido Agenor e o filho quando avistou a blitz educativa e fez questão de pegar o material educativo. “Nós temos carteira de habilitação. Meu filho está tirando a dele agora, mas a gente sempre anda no carro de cinto. Até o meu filho que anda atrás, usa cinto. Ele tenta ser o mais correto possível, mas a gente vê muita coisa errada, como idosos atravessando fora da faixa”, opina Gilsimara.

Operação Lei Seca reitera: se beber, não dirija

Chefe da Operação Lei Seca, Rafaella Gomes complementou que ações da sua equipe focam na prevenção, conscientizando os motoristas sobre a mistura de álcool e direção, porque o número de acidentes de trânsito envolvendo essa combinação ainda é muito grande. Por isso, a importância do trabalho conjunto na via pública da região central de Maricá.

“Desde o começo da Operação Lei Seca, há 13 anos, nós temos uma redução de 45% de motoristas dirigindo sob o efeito do álcool. Com certeza, na pandemia, por conta de estarmos todos reclusos, as pessoas perderam um pouco essa noção de que existe uma lei e uma fiscalização, então acabou havendo um aumento de acidentes. Mas, com o retorno das operações, a gente conseguiu constatar uma diminuição novamente. As pessoas voltaram a fazer o certo por conta da fiscalização. Isso é bacana e mostra o quanto essa fiscalização precisa estar nas ruas”, explica Rafaella.

Segundo ela, quem foge da Operação, optando por um novo caminho, precisa estar consciente do erro que comete, já que todos que bebem e dirigem, acabam fugindo pelo mesmo trajeto. Então, a tendência de acidentes acontecerem aumenta. O mais aconselhável ao ingerir bebida alcoólica ainda é ir voltar para casa no banco do carona, com alguém sóbrio ao volante.


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