26/03/2018 às 18h25min - Atualizada em 27/03/2018 às 15h20min

Vereadores repudiam chacina do 'Minha Casa, Minha Vida' de Itaipuaçu


Neste final de semana cinco jovens foram brutalmente assassinados no interior do Condomínio Minha Casa, Minha Vida, em Itaipuaçu, Maricá. O crime foi bastante discutido pelos vereadores durante a sessão ordinária desta segunda-feira (26). O vereador e presidente da Comissão de Direitos Humano e Minorias Dr. Richard (PT), demonstrou indignação pelas mortes dos jovens e pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas. Ele declarou sentimentos às famílias e repudiou a atitude de algumas pessoas que declararam que os jovens eram criminosos.

“Dias atrás eu disse que a sociedade está banalizando a vida. Não é porque é pobre que é bandido. Não é porque é jovem que é bandido. Não é porque mora em conjunto habitacional que é bandido. Foram cinco jovens executados. São membros de roda cultural. Alguns produziam rap. Eles não foram só vitimas de uma covardia, mas de um Estado degradado financeiramente e moralmente. Não sei o que o Pezão faz na cadeira ainda. Não sei se foram vítimas de uma intervenção fajuta. Não vi um militar em Maricá”.

O vereador Chiquinho (PP) pediu a implantação de módulos de segurança nas duas unidades do 'Minha Casa, Minha Vida'. Ele salientou novamente que é importante que a população denuncie ações estranhas na cidade.

“Peço que instale um módulo de segurança no MCMV para os policiais fazerem trabalho de abordagem. Façam denúncias, ajudem a polícia a trabalhar. Viu gente estranha, liga para delegacia. Hoje nossa cidade está passando por perigo de violência. Não está tendo mais jeito. Hoje só podemos ocupar o governador. Porque a prefeitura está fazendo sua parte”.

O vereador e líder do Governo, Fabrício Bittencourt (PTB), explicou que o governo Fabiano Horta repudia os crimes ocorridos em Itaipuaçu. Ele salientou ainda que a prefeitura tem investido em melhorias para a segurança, cultura e educação. “O governo repudia essas mortes. Antes de qualquer coisa vamos aguardar a Divisão de Homicídios com a linha de investigação. Hoje temos instaladas escolas nos condomínios, atividades esportivas e culturais nos dois condomínios. Quero pedir ao presidente da comissão sobre a reunião que peçam ao governador que reativem o Regime Adicional de Serviço. Porque o Proeis é da prefeitura num convênio. Não podemos colocar o Proeis na área vermelha porque a prefeitura pode perder o convênio inteiro por causa de um ato ilegal e desesperador”.

Fabrício explicou que cada condomínio terá uma unidade móvel de segurança. “Já estão sendo providenciados os módulos pro MCMV e o Proeis ostensivo com quatro policiais por dia nos condomínios”.

 O vereador Ricardinho Netuno (Pen) também lamentou os homicídios e pediu intervenção municipal no interior dos conjuntos habitacionais.  “É um momento difícil. Eles cresceram na cidade, eram a esperança de um futuro melhor. Vemos a violência se instalando em Maricá. Entendo que o MCMV foi inaugurado de forma errada. Ali precisava da força de segurança, módulos, creches. Temos que pedir que o Governo Municipal cumpra o que está no cronograma. Tenho certeza que se houvesse segurança muitos problemas seriam evitados. Vamos convidar o Barreto, a delegada, para fazer uma reunião aqui na Câmara”.

O presidente da Comissão de Segurança, Marcus Bambam (PV), informou que uma data já está sendo viabilizada.  O vereador Rony Peterson (PR) repudiou a violência no Estado e culpou o governador pela onda de crimes em Maricá. “Começo repudiando a morte desses jovens como repudio com veemência a morte de policiais militares”.

O vereador Marcinho da Construção (DEM) pediu que o município tente de alguma forma inibir a criminalidade. Ele solicitou mais uma vez a implantação de um sistema de monitoramento. “Quero demonstrar meu repudio. Quero falar que infelizmente não vemos como um ato isolado. A tendência é que isso aconteça mais e mais vezes. Por isso volto a afirmar a importância de colocar um sistema de monitoramento para que esses crimes possam ser monitorados em tempo real. Se não trabalharmos com tecnologia nosso município será tomado pela barbárie. Peço que pensem com carinho e possam investir nesse sistema”.

 O vice-presidente, Frank Costa, relembrou que a prefeitura já se colocou à disposição para contribuir com a construção de um batalhão na cidade. “O prefeito não mede esforços para ajudar a segurança. Tanto que já deixou com o comandante a disposição para fazer o batalhão aqui. Estamos aguardando a liberação”.

Em discussão, os vereadores pediram o fechamento das entradas e saídas da cidade com a presença de policiais. Os parlamentares discutiram a insegurança nas unidades do Minha Casa, Minha Vida.

“São 30 policiais por dia em nossa cidade que é gigantesca. Somente pelo Proeis são mais de 70 policiais por dia. Tenho receio de fazer até minha caminhada por dia. A que ponto chegamos? Temos que lutar por companhia independente. Menos burocracia e mais atividade. Maricá não é o fim do mundo, é um lugar que se desenvolve”, disse Rony Peterson.

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